Grandes operadoras reduzem preço do GB de banda larga em 8% em um ano

O custo médio do gigabyte (GB) da banda larga fixa oferecido pelas três maiores operadoras de banda larga do País recuou 8% no segundo trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado.
Os dados são do Panorama Econômico-Financeiro de Telecomunicações da Anatel, referente ao segundo trimestre de 2026. O valor caiu de R$ 0,25 para R$ 0,23 por GB entre o segundo trimestre de 2025 e o de 2026.
O levantamento não reúne dados das prestadoras classificadas como de pequeno porte (PPPs), por possuírem menos 5% do mercado nacional. Assim, as informações consideram Claro, Vivo e Nio, as três líderes do mercado de banda larga.
Ao mesmo tempo, o uso das conexões fixas aumentou em volume de dados. O consumo médio passou de 385 GB para 404 GB por usuário, alta de 4,94% em um ano.
Já em volume total, o tráfego de dados da banda larga das três grandes alcançou 29,53 bilhões de GB no segundo trimestre.
Estados
No lado financeiro, o serviço de comunicação multimídia (SCM) registrou R$ 6,82 bilhões em receita operacional líquida para as empresas grandes no trimestre.
O valor corresponde a aproximadamente 19,5% dos R$ 34,96 bilhões de receita somados pelos serviços de telecomunicações considerados no panorama.
A banda larga ficou atrás apenas do serviço móvel em geração de receita. O SMP somou R$ 25,33 bilhões, enquanto a telefonia fixa registrou R$ 1,54 bilhão e a TV por assinatura, R$ 1,27 bilhão no período.
Já o ARPU da banda larga fixa, indicador de receita média por usuário, ficou em R$ 93,77 no segundo trimestre de 2026, segundo o relatório. O valor varia de R$ 85,86 no Acre a R$ 129,20 em Mato Grosso.

