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TELETIME News07/10/2026por Eduardo Vasconcelos

Fusões e aquisições em telecom esbarram em informalidade e incertezas tributárias

Fusões e aquisições em telecom esbarram em informalidade e incertezas tributárias
Mercado Fusões e aquisições em telecom esbarram em informalidade e incertezas tributárias 06/10/26, 22:03   Atualizado em 06/10/26, 22:03
(crédito: Freepik)

As fusões e aquisições (M&A) no setor de telecomunicações enfrentam os desafios da informalidade, da criminalidade e das incertezas tributárias decorrentes da implementação da reforma tributária, apontou o presidente-executivo da Associação Neo, Rodrigo Schuch, nesta terça-feira, 6, no evento Futurecom 2026, em São Paulo.

Segundo o dirigente, "o mercado hoje tende muito mais para consolidação do que para voo solo". Contudo, destacou que, das 19 mil empresas com outorgas de banda larga, apenas 700 têm bases com mais de 5 mil assinantes.

Além disso, a associação estima que cerca de 14 milhões de acessos não são reportados à Anatel todos os meses por empresas na informalidade. Os relatórios oficiais indicam quase 58 milhões de contratos de banda larga no País.

"É preciso atacar a informalidade. Não somos contra tratar os diferentes de forma diferente, os menores com algum benefício. Mas não sabemos em quais condições competitivas estão os informais", afirmou.

Schuch ainda disse que o avanço da criminalidade sobre provedores de banda larga tem criado uma dificuldade adicional para o acerto de M&A. "Tem cidades em que 50% da banda larga estão na mão de facções", pontuou.

Por fim, o dirigente sinalizou que, com a alíquota de referência do IVA da reforma tributária estimada em 27,91%, a carga sobre o setor deve subir em relação à atual e muitos provedores não estão preparados para aplicar o cashback previsto para o serviço.

Foco na competição

No mesmo painel, o superintendente de Competição da Anatel, José Borges, ressaltou que o órgão regulador "tem a preocupação de manter um processo competitivo salutar". Desse modo, o número de provedores no mercado "não é um problema, o que importa é a qualidade".

Para o regulador, a reforma tributária pode ser "um catalisador do processo de consolidação", tendo em vista que a convivência com novos tributos e o split payment podem fazer com que empresários decidam optar por vender suas operações.

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