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TeleSíntese07/10/2026por Paula Coutinho

Data center como obrigação reflete novo ecossistema de telecom, avalia Anatel

Data center como obrigação reflete novo ecossistema de telecom, avalia Anatel
Data center como obrigação reflete novo ecossistema de telecom, avalia Anatel

Nilo Pasquali diz que consulta sobre 6 GHz abre discussão sobre novos compromissos de infraestrutura; agência pretende manter modelo que prioriza investimentos em vez de arrecadação

A Anatel pretende discutir se investimentos em data center e outras infraestruturas digitais podem integrar os compromissos associados a futuras licitações de radiofrequência, que já aparece na consulta de futuros leilões relacionados à faixa de 6 GHz. Segundo o superintendente de Planejamento e Regulamentação da agência, Nilo Pasquali, esse é um movimento natural, diante das mudanças do ecossistema de infraestrutura digital. Ele participou de painel na Futurecom 2026, nesta terça-feira, 6.

Pasquali afirmou que a inclusão de data centers na discussão não representa uma mudança abrupta de atribuições da agência, mas uma consequência da integração crescente entre telecomunicações e outras infraestruturas digitais.

“Eu acho que não é uma mudança, eu acho que é uma maturidade da agência, por conta das discussões dos últimos anos”, afirmou.

Segundo ele, as antigas divisões entre os segmentos deixaram de refletir o funcionamento do mercado.

“A gente está agora em um ambiente digital. A gente não está mais naquele momento de divisão das cadeias, as estruturas bem divididinhas, todo mundo no seu quadrado. Quando a gente está falando de ecossistema digital, a gente está falando de telecom e mais uma série de outras coisas também.”

Pasquali confirmou que a proposta submetida à consulta pública leva os data centers para a discussão sobre os compromissos associados ao espectro. O superintendente ressaltou, porém, que a proposta está em consulta e pode ser modificada.

Segundo ele, essa é justamente a finalidade do processo: avaliar se a formulação faz sentido, se deve permanecer como apresentada ou se precisa de outro desenho. A discussão acontece no contexto da Consulta Pública nº 37, que trata da faixa de 6 GHz.

Conectividade continua pendente

Pasquali ressalvou que a incorporação de novas infraestruturas aos compromissos não significa que o problema tradicional de cobertura esteja resolvido. “O Brasil não acabou de conectar o país”, afirmou.

Segundo ele, ainda existem áreas identificadas nos levantamentos da agência que demandam expansão das redes. A diferença é que a Anatel considera necessário começar a observar simultaneamente outras estruturas que compõem o ecossistema digital.

“Tem que se começar a olhar para as outras infraestruturas que também fazem sentido, que compõem esse ecossistema e começam a contribuir para colocar o Brasil no futuro”, afirmou.

Tags# Anatel# leilões
FuturecomAnatelleilões

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