Feninfra vai cobrar compensações pelo fim da escala 6×1

Paula Coutinho- 15 de outubro de 2026 | 18:39
Federação pretende negociar medidas para empresas de infraestrutura de telecomunicações, teleatendimento e provedores de internet
A Federação Nacional de Instalação e Manutenção de Infraestrutura de Redes de Telecomunicações e de Informática (Feninfra) vai defender mecanismos de compensação para as empresas afetadas pelo fim da escala 6×1. A posição foi divulgada após a aprovação, pelo Senado Federal, nessa quarta-feira, 14, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução gradual da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais.

A federação pretende atuar junto ao Congresso Nacional e às instâncias responsáveis pela regulamentação da mudança para negociar medidas que considerem as condições de funcionamento das empresas de infraestrutura de telecomunicações, teleatendimento, call center e provedores de internet.
A principal preocupação está na reorganização das equipes responsáveis por atividades que exigem disponibilidade técnica permanente, como instalação, manutenção e atendimento de redes.
A Feninfra reconhece a importância da melhoria das condições de trabalho, mas defende que as novas regras sejam implementadas de forma compatível com a capacidade econômica das empresas e a preservação dos empregos.
Entidade quer negociar regras de adaptação
No posicionamento oficial ao Tele.Síntese, a federação afirma que buscará alternativas para mitigar e compensar eventuais custos adicionais decorrentes da redução da jornada.
A entidade, porém, não especificou quais mecanismos pretende propor ao Congresso nem apresentou estimativas financeiras sobre os efeitos da mudança.
Também não indicou um prazo de transição considerado adequado para os segmentos representados.
A Feninfra defende que a definição das regras ocorra por meio do diálogo e da negociação, levando em conta a organização das escalas e a necessidade de continuidade dos serviços.
Federação acompanhará regulamentação
A atuação institucional será mantida durante os próximos desdobramentos legislativos e regulatórios da proposta.
Segundo a Feninfra, as discussões deverão considerar as condições de produtividade, competitividade e manutenção dos postos de trabalho nas empresas representadas.
A federação orientou as empresas a acompanharem suas comunicações oficiais e as dos sindicatos filiados, que serão utilizadas para divulgar informações sobre a tramitação e orientações para adaptação às novas exigências.
O comunicado não apresenta oposição ao objetivo de ampliar o descanso semanal dos trabalhadores. A reivindicação está concentrada na definição de condições para que as empresas reorganizem suas atividades diante da redução da jornada.
*Com assessoria de imprensa
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