Eseye busca integrar Claro à oferta de conectividade IoT no Brasil

Paula Coutinho- 15 de outubro de 2026 | 18:29
Empresa já utiliza acesso à TIM por meio da Surf e à Vivo por meio da NLT; estratégia prioriza seleção de redes e gestão remota de dispositivos
A Eseye está trabalhando para incorporar a rede da Claro à sua oferta de conectividade para dispositivos de Internet das Coisas (IoT) no Brasil. A informação foi apresentada por Ana Carolina Bussab, CEO da empresa, durante o painel “MVNOs: a vez dos provedores”, realizado pelo Tele.Síntese nesta quinta-feira, 15, no Wireless Mundi 2026, em São Paulo.

Segundo a executiva, a Eseye já utiliza acesso à rede da TIM por meio da Surf e à rede da Vivo por meio da NLT.
A estratégia da companhia consiste em oferecer conectividade multirrede para aplicações IoT, reduzindo a dependência de um único fornecedor de acesso.
Bussab explicou que a proposta atende dispositivos que precisam manter comunicação em diferentes localidades e condições de cobertura, incluindo equipamentos em deslocamento.
A executiva não informou prazo para a integração com a Claro nem detalhou as condições comerciais da negociação.
Dispositivos precisam selecionar redes
De acordo com Bussab, a disponibilidade de múltiplas redes não é suficiente para assegurar o funcionamento das aplicações.
Os próprios dispositivos precisam ter capacidade de identificar problemas de conectividade e alternar entre redes quando necessário.
A executiva afirmou que a Eseye trabalha com fabricantes e desenvolvedores para compreender o comportamento dos equipamentos antes da implantação dos projetos.
Esse conhecimento permite identificar possíveis dificuldades de operação e preparar respostas para situações de falha.
Segundo Bussab, a companhia realiza a orquestração da conectividade remotamente e busca reduzir a necessidade de intervenção humana na gestão dos dispositivos.
Ela relacionou o crescimento recente da Eseye ao amadurecimento das demandas por conectividade IoT e à adoção de soluções capazes de utilizar diferentes redes.
Operações locais em vez de roaming
Bussab também destacou a estratégia internacional da empresa, que procura utilizar estruturas de conectividade locais nos países em que atua.
Segundo ela, o objetivo é atender às exigências regulatórias de cada mercado sem depender exclusivamente de acordos de roaming internacional.
A executiva afirmou que a Eseye possui aproximadamente 20 anos de experiência global em orquestração de conectividade e dez anos de atuação no Brasil.
Entre os mercados mencionados estão Europa, Estados Unidos, Canadá e países africanos.
A experiência internacional, entretanto, não significa que as mesmas tecnologias e aplicações tenham comportamento semelhante em todos os países.
NB-IoT apresenta diferenças entre mercados
Como exemplo, Bussab citou as diferenças na adoção de NB-IoT entre Brasil e Estados Unidos.
Segundo a executiva, a tecnologia encontrou condições distintas nos dois mercados, exigindo adaptações na estratégia comercial e técnica da Eseye.
Ela também mencionou o rastreamento de cargas como uma aplicação relevante nas operações brasileiras e africanas da companhia.
A troca de experiências entre essas operações, afirmou, contribui para o desenvolvimento de soluções adequadas às demandas locais.
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