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TELETIME News03/11/2026por Eduardo Vasconcelos

Claro se aproxima de startups e renova aposta em redes privativas

Claro se aproxima de startups e renova aposta em redes privativas
Inovação Claro se aproxima de startups e renova aposta em redes privativas 03/11/26, 18:31   Atualizado em 03/11/26, 18:31
(crédito: Freepik)

A Claro tem diversificado a atuação no segmento corporativo (B2B) para explorar todas as capacidades agregadas em seu negócio, visando se posicionar não apenas como uma empresa de telecomunicações, mas como uma TechCo – ou seja, integrar novas tecnologias e inovação em sua operação.

A tele, por meio do seu hub de inovação chamada BeOn, tem se aproximado de startups, no sentido de desenvolver soluções em conjunto usando a rede e as tecnologias da operadora. A ideia não é integrar as empresas de inovação, mas atuar ao lado delas.

Para a Claro, é a chance desenvolver novos serviços. Para as startups, uma oportunidade de escalar o modelo de negócio.

"Mudamos os nossos processos para trabalhar com as startups. Por mais que a Claro seja um colosso, vimos que isso era possível. Conseguimos criar novas rotas de processos e encurtamos o caminho para contratar startups", explicou Devanil Rueda, gerente de Inovação da Claro, nesta terça-feira, 3, no evento Roadshow Embrapii, realizado no CPQD, em Campinas (SP).

De acordo com Rueda, o próximo passo, tratado como uma missão dentro da operadora, é se aproximar da academia. Em linhas gerais, a Claro planeja se tornar uma empresa mais envolvida com centros de pesquisa e laboratórios de tecnologia. Um passo nesse sentido foi o lançamento de um centro de inovação com base em 5G com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Redes privativas

No mesmo evento, Eduardo Massaud, responsável pela divisão de redes privativas 5G da Claro, comentou que a empresa está avançando no segmento com a oferta da solução completa – isto é, modelo em que a operadora instala toda uma rede dentro da área do cliente (pacote também conhecido como Just OEM).

Massaud indicou que os processos aperfeiçoados com Inteligência Artificial (IA) também tem ajudado a dar tração ao segmento de redes privativas, tendo em vista, em muitas casos, a necessidade de unir a tecnologia a uma rede que garanta uma latência baixa.

"Os grandes players são as que têm tomado primeiro a decisão de investir em automação para ter ganhos ao implementar a rede privativa lá dentro. É muito melhor do que o Wi-Fi. O Wi-Fi não perde a sua função, mas, para automação, a rede privativa tem um diferencial muito grande", pontuou.

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