Vivo e Vero confirmam tratativas preliminares sobre M&A

Rafael Bucco
- 30 de outubro de 2026 | 11:08
Telefônica mantém conversas não vinculantes com acionistas da Vero; empresas dizem que não há decisão nem termos definidos.

A Telefônica Brasil, dona da Vivo, e a Vero confirmaram nesta sexta-feira, 30 de outubro, a existência de tratativas preliminares sobre uma possível operação envolvendo as companhias. As conversas ocorrem entre a Telefônica e acionistas da Vero, em caráter não vinculante. Segundo os comunicados ao mercado, ainda não há decisão sobre a realização do negócio nem acordo sobre sua estrutura, termos e condições.
A manifestação da Telefônica foi apresentada em resposta a um pedido de esclarecimentos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), encaminhado em 29 de outubro, após a divulgação de informações na imprensa sobre uma possível aquisição da Vero.
“A Companhia tem mantido tratativas preliminares, em caráter não vinculante, com acionistas da Vero”, afirmou a Telefônica no documento assinado por Rodrigo Rossi Monari, diretor financeiro e de Relações com Investidores. A empresa também declarou que analisa constantemente oportunidades de mercado e investimentos alinhados à sua estratégia.
Vero consulta acionistas e confirma conversas
Em comunicado próprio, a Vero informou que consultou seus acionistas após a manifestação da Telefônica e obteve a confirmação das tratativas. O documento é assinado por Ricardo Rocha Perrone, diretor financeiro e de Relações com Investidores.
A companhia reiterou que não há definição sobre uma eventual operação nem acordo sobre as condições do negócio.
As duas empresas se comprometeram a manter acionistas e mercado informados sobre desdobramentos cuja divulgação seja exigida pela legislação e pela regulamentação aplicáveis.
CVM questiona ausência de fato relevante
No ofício enviado à Telefônica, a CVM solicitou manifestação sobre a veracidade das informações relativas à avaliação de compra da Vero. Também pediu esclarecimentos adicionais e os motivos pelos quais a companhia considerou que o assunto não exigia divulgação de fato relevante.
Em resposta, a Telefônica afirmou que a ausência de decisão sobre a operação e de acordo sobre sua estrutura e condições fundamenta sua posição de que não há fato relevante pendente de divulgação.
A CVM também registrou no documento seu entendimento de que, em situações de vazamento de informação relevante ou oscilação atípica dos valores mobiliários, a divulgação pode ser exigida mesmo quando se trata de negociações não concluídas, tratativas iniciais ou estudos de viabilidade. O prazo estabelecido para a resposta da Telefônica era 30 de outubro.
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