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TELETIME News10/10/2026por Samuel Possebon

Setor de telecom reforça coro por mais prazo para reforma tributária

Setor de telecom reforça coro por mais prazo para reforma tributária
Tributação Setor de telecom reforça coro por mais prazo para reforma tributária 07/10/26, 18:27   Atualizado em 07/10/26, 19:37
Foto: Divulgação/Futurecom

A reforma tributária preocupa o setor de telecomunicações e já existe um entendimento de que talvez um adiamento da implementação das primeiras regras seja mais benéfica do que o início com tantas incertezas.

Essa é a opinião de Gustavo Alves, diretor de taxes da TIM e ex-presidente da Abetel (Associação Brasileira de Estudos Tributários das Empresas de Telecomunicações), que participou de debate sobre a reforma tributária na Futurecom 2026.

"A data de 31 de dezembro é temerária. A massa de empresas não estará preparada, e quem estiver terá muita incerteza. Precisamos começar direito para evitar danos ao fluxo de caixa e impactos aos resultados. Temos que pensar no melhor momento para isso. O governo tem sido parceiro, mas precisamos de mais tempo para começar 100% e começar bem", disse ele, sinalizando que o adiamento seria o melhor caminho.

Há muitas indefinições no cenário, a começar pelas alíquotas do IBS e do CBS, mas também sobre como funcionarão as regras de compensação tributária, o sistema de cashback para restituir os tributos pagos pela população de baixa renda, o funcionamento dos mecanismos de split payment (em que os tributos são retidos imediatamente nas transações de pagamento) e a integração dos sistemas da Receita Federal e secretarias de fazenda com os sistemas das empresas.

Além disso, uma imensa parcela dos passivos tributários hoje em disputa pelo setor de telecomunicações se deve a questões de documentação e processos questionados pelas empresas e em disputa com o Fisco, que não necessariamente vão desaparecer no novo regime tributário.

Segundo a advogada Thais Shingai, do escritório Mannrich e Vasconcelos Advogados, o Brasil tem hoje cerca de R$ 80 bilhões em disputas tributárias, sendo R$ 20 bilhões em questões de ICMS e cerca de R$ 15 bilhões decorrentes destes erros formais. "O sistema segue acumulando penalidades, e isso é um problema", diz a advogada.

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