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TeleSíntese09/10/2026por Rafael Bucco

PwC emite parecer adverso sobre balanço de 2025 da Oi

PwC emite parecer adverso sobre balanço de 2025 da Oi
PwC emite parecer adverso sobre balanço de 2025 da Oi

Auditoria aponta uso inadequado da continuidade operacional e falta de elementos para calcular ajustes em ativos e passivos.

Foto: Freepik

A PwC emitiu opinião adversa sobre as demonstrações financeiras da Oi de 2025 por considerar inadequada a utilização do pressuposto de continuidade operacional na elaboração das contas. Segundo a auditoria, a companhia, em processo de falência e com continuação provisória das atividades, deveria ter adotado a base contábil de liquidação. O parecer também aponta falta de evidências para calcular ajustes em ativos e passivos.

Os demonstrativos tiveram a divulgação autorizada pelos administradores judiciais em 7 de outubro de 2026. Embora se refiram ao exercício encerrado em dezembro de 2025, incorporam a decisão de agosto deste ano que manteve a conversão da recuperação judicial em falência.

No relatório, a PwC afirma que as contas “não apresentam adequadamente a posição patrimonial e financeira da Companhia”. O entendimento abrange as demonstrações individuais e consolidadas, o desempenho das operações e os fluxos de caixa.

Ajustes sem quantificação

A auditoria sustenta que as evidências obtidas indicam que a Oi não será capaz de liquidar seus passivos no curso normal das operações. Por isso, considera inadequada a premissa utilizada pela administração para preparar os demonstrativos.

“Essas demonstrações financeiras deveriam ter sido elaboradas no pressuposto da não continuidade operacional (base contábil de liquidação)”, afirma o parecer.

A PwC informa que não recebeu evidências suficientes para determinar os ajustes necessários nos valores de realização de contas a receber, tributos a recuperar, outros ativos, investimentos em coligadas e negócios em conjunto e ativos mantidos para venda.

Também faltaram elementos para mensurar ajustes nos valores de liquidação de obrigações com salários, encargos sociais e benefícios, além de provisões para fundos de pensão e contingências.

Segundo a auditoria, a adoção da base apropriada exigiria ajustes significativos, não quantificados pela administração, que afetariam de forma relevante e generalizada a posição patrimonial e financeira e o resultado da companhia.

Outro apontamento diz respeito à apresentação do balanço: os ativos e passivos não foram organizados em ordem decrescente de liquidez e exigibilidade, respectivamente, como seria requerido na base de liquidação.

Patrimônio negativo de R$ 52,7 bilhões

As contas apresentadas pela Oi registram patrimônio líquido consolidado negativo de R$ 52,690 bilhões ao final de 2025. O prejuízo líquido consolidado do exercício foi de R$ 36,369 bilhões.

O documento de setembro de 2025 recebeu conclusão adversa da PwC pelos mesmos fundamentos. Nesse caso, o trabalho foi uma revisão das informações intermediárias, de alcance menor que o da auditoria anual. O patrimônio líquido consolidado negativo informado naquele período era de R$ 50,288 bilhões.

A PwC ressalta que não conseguiu determinar os efeitos dos ajustes necessários. Assim, o parecer não apresenta uma estimativa alternativa para o valor dos ativos, dos passivos ou do resultado da Oi sob a base contábbil de liquidação.

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