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TELETIME News09/10/2026por Eduardo Vasconcelos

Pequenos provedores respondem por 72% da banda larga em Minas Gerais

Pequenos provedores respondem por 72% da banda larga em Minas Gerais
Banda Larga Pequenos provedores respondem por 72% da banda larga em Minas Gerais 08/10/26, 18:31   Atualizado em 08/10/26, 18:31
Belo Horizonte (crédito: Amir Martins/Prefeitura de Belo Horizonte)

As prestadoras de pequeno porte (PPP) concentram 72,1% dos acessos de banda larga em Minas Gerais. Ou seja, em um mercado com 6,3 milhões de assinantes, os pequenos provedores detêm 4,43 milhões dos contratos de Internet fixa, ante 1,76 milhão das grandes operadoras.

Os dados são de uma análise do Radar da Telecom sobre o mercado mineiro. O relatório aponta que, em cinco anos até agosto de 2026, o total de acessos no estado de Minas Gerais cresceu 42,1%. O serviço de banda larga está disponível em todos os 853 municípios mineiros e é oferecido por 1.298 prestadoras que atuam no território.

No que diz aos pequenos provedores, a participação de mercado é maior na região Central Mineira, onde alcança 95% de market share. Patamares elevados também são vistos nas regiões de Jequitinhonha (92%), Campo das Vertentes (90%), Vale do Mucuri (90%) e Noroeste (90%).

A competição entre pequenos provedores e grandes operadoras é mais acirrada na região metropolitana de Belo Horizonte. Ainda assim, o segmento de PPP concentra 54% dos acessos – a área representa cerca de 37% do mercado de banda larga em Minas Gerais.

Disputa de mercado

O relatório mostra que a Claro lidera em Minas Gerais, com 11,9% de market share. Em seguida, aparecem Vivo (9,1%), Brasil TecPar (8,8%), Algar (8%), Vero (6,7%), Nio (5,7%) Giga+ (2,1%), Alares (1,8%), TIM (1,2%) e Sky/Zaaz (0,6%).

Segundo o Radar da Telecom, o grupo formado pelas demais prestadoras de pequeno porte responde por 43,6% dos acessos de banda larga no estado.

O relatório ainda aponta que todos os municípios mineiros têm acessos declarados por pelo menos dois provedores. A média é de 13,3 prestadoras de banda larga por cidade. O número cresce significativamente em Belo Horizonte, com 246 empresas operando na capital.

"Isso não garante que todo morador tenha mais de uma opção no próprio endereço, já que a contagem é por município e os CNPJs podem atuar em segmentos ou áreas diferentes", explica o Radar.

De todo modo, a análise indica que há concentração elevada em 90,7% dos municípios de Minas Gerais (em números absolutos, 774 cidades).

Oportunidades

O índice de oportunidade do Radar sugere que os melhores locais para expandir a banda larga são municípios localizados no Vale do Rio Doce e na Zona da Mata, onde a relação entre acessos de banda larga fixa e domicílios é menor.

Além disso, com base em um índice próprio que avalia recursos como energia, água, clima e risco, a plataforma de inteligência de mercado indica Poços de Caldas como a cidade mineira mais apta à instalação de data centers. De zero a 100, o município teve a nota de 74,8 pontos – ainda assim, ocupa apenas a 91ª posição no ranking nacional.

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