Possível entrada da Starlink no mercado móvel derruba teles nas bolsas

A possível entrada da Starlink (operadora via satélite da SpaceX) no mercado de telefonia móvel derrubou as ações de teles listadas em bolsa, tanto no Brasil como nos Estados Unidos, nesta sexta-feira, 9.
Concorrentes de serviços satelitais também sentiram os efeitos da eventual nova empreitada da empresa de Elon Musk, após um acordo da Starlink com a Grain Management para aquisição de 14 MHz de espectro na faixa de 800 MHz nos Estados Unidos.
No Brasil, as ações ordinárias da Vivo (VIVT3) caíram 5,25%, cotadas a R$ 30,35. Já as da TIM (TIMS3) registraram baixa de 4,18%, no valor de R$ 18,10.
Nota-se que as teles fecharam o pregão em baixa no mesmo dia em que o Ibovespa, principal índice da B3, atingiu 209.067 pontos, o maior patamar de fechamento da história. O índice teve alta de 1,38%.
Teles derretem nas bolsas americanas
Nos Estados Unidos, os papéis das três grandes teles norte-americanas caíram significativamente nesta sexta-feira, embora os índices Dow Jones (+0,83%), S&P 500 (+0,59%) e Nasdaq (+0,64%) tenham fechado em alta.
O caso mais emblemático é o da T-Mobile, justamente a operadora que tem uma parceria com a Starlink para conexão direta entre satélites e celulares (tecnologia também chamada de direct-to-device, ou D2D). As ações registraram queda de 13,27% na Nasdaq, ao valor de US$ 148,58.
Na NYSE, os papéis da AT&T (cotados a US$ 22,18) e da Verizon (US$ 41,65) indicaram baixas de 9,81% e 8,75%, respectivamente.
A AST SpaceMobile, empresa que promete rivalizar com a Starlink no mercado D2D, também foi fortemente atingida pela notícia do espectro adquirido pela SpaceX. Na Nasdaq, as ações registraram queda de 10,48%, para US$ 50,97.

