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ConvergenciaDigital14/10/2026por Ana Paula Lobo

PadTec abre fábrica em Manaus e diz que crise de supply chain é grave e pior do que na pandemia

PadTec abre fábrica em Manaus e diz que crise de supply chain é grave e pior do que na pandemia

A expansão dos data centers voltados à inteligência artificial e o uso da fibra e dos lasers nos drones, em especial na guerra da Ucrânia, provocou uma busca acima da demanda de componentes e uma crise igual a vivida na pandemia da covid no supply chain, revela o CEO da PadTec, Carlos Raimar.

A empresa, multinacional brasileira que tem como objetivo dar vida a conexões de alta capacidade, está negociando com os seus fornecedores. "A fotônica está entrando nos data centers. São dezenas e dezenas de semanas de espera. Tem de se programar por um a dois anos à frente com nossos fornecedores. E, infelizmente, não há cenário dessa crise terminar tão cedo. O que temos de fazer é tentar desenvolver fornecedores e tecnologia local", observa o CEO da PadTec, em entrevista à CDTV, do portal Convergência Digital.

No mercado brasileiro, a PadTec está abrindo uma unidade fabril em Manaus. E a escolha está ligada aos custos e à segurança de manter os benefícios até 2070. A empresa tem uma fábrica em Campinas e uma sala limpa, dentro do CPQD, também em Campinas. "A Lei de Informática vai até 2029 e não sabemos que irá acontecer com ela. Nossos planos são de longo prazo. E Manaus tem acordos com Zonas Francas da América Latina, o que expande muito o nosso mercado", observa o executivo.

A unidade em Manaus vai produzir toda a linha de valor agregado, mas não produzirá amplificadores, que são muito sensíveis e exigem uma mão de obra muito especializada. Raimar diz que na América Latina, o ano foi de expansão. Mas no Brasil, o cenário foi de aperto. "Muitos projetos engavetados e redes estão no limite. Acredito que no ano que vem, os investimentos voltem". Um dos recados da PadTec é que a empresa está indo além da fotônica e quer ser a fornecedora de infraestrutura crítica digital. "Nós preparamos o barco para avançarmos muito. E vamos crescer no mercado de cabos submarinos. Estamos negociando contratos maiores", detalha.

Sobre o Redata, Raimar diz que vai beneficiar porque data centers virão para o Brasil e há uma 'certa' proteção à indústria nacional. Mas ele diz que a indústria terá de ser criativa para fazer soluções de cloud e inteligência artificial para o ambiente digital. Uma situação incomoda muito: o mercado dos Estados Unidos perdido para o tarifaço. "O mercado americano ficou impossível com o tarifaço e investimos muito na homologação e nos testes para atender a demanda local. Hoje o que vendemos é o que nossos concorrentes não entregam". Assistam a íntegra da entrevista com o CEO da PadTec, Carlos Raimar.

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