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TELETIME News14/10/2026por Danilo Paulo

GSMA defende cooperação global para 6G e contra fraudes digitais

GSMA defende cooperação global para 6G e contra fraudes digitais
Telefonia Móvel GSMA defende cooperação global para 6G e contra fraudes digitais 14/10/26, 14:56   Atualizado em 14/10/26, 14:56
(crédito: Freepik)

A GSMA defendeu a adoção de padrões técnicos internacionais e a harmonização do espectro de radiofrequências para o desenvolvimento do 6G. O posicionamento foi divulgado na última terça-feira, 13, após uma reunião do conselho da entidade em Nova Délhi, na Índia. Outro tema considerado prioritário foi o combate às fraudes digitais.

No caso do 6G, segundo a associação, que representa operadoras móveis em todo o mundo, a cooperação entre países é fundamental para garantir escala, reduzir custos e preservar a interoperabilidade das futuras redes móveis.

De acordo com a GSMA, países que representam mais de 80% da população mundial já apoiam o uso da parte superior da faixa de 6 GHz para serviços móveis. A entidade avalia que essa porção do espectro poderá viabilizar canais com larguras de banda entre 200 MHz e 400 MHz, considerados necessários para a evolução das redes na era do 6G.

"Ao trabalhar com padrões globais e colaborar entre mercados, podemos acelerar a inovação, fortalecer a confiança e a resiliência e garantir que os benefícios da conectividade sejam alcançados em todo o mundo", afirmou o presidente da associação, Gopal Vittal.

Fraudes digitais

O conselho também apontou o avanço das fraudes digitais como um desafio para o setor, especialmente diante do uso crescente de inteligência artificial e deepfakes em golpes.

Neste sentido, a GSMA defendeu uma atuação conjunta entre operadoras, empresas de tecnologia, instituições financeiras e reguladores para aprimorar a identificação e o bloqueio de comunicações fraudulentas.

A iniciativa integra o programa United Against Scams, desenvolvido pela associação para coordenar ações de prevenção a golpes no ecossistema digital.

Inclusão digital

Outro tema discutido foi a dificuldade de ampliar o acesso à Internet móvel. Embora 97% da população mundial viva em áreas com cobertura de banda larga móvel, cerca de 3,4 bilhões de pessoas ainda não utilizam o serviço.

A GSMA destacou o preço dos dispositivos como uma das principais barreiras: nos países de baixa e média renda, um smartphone básico com acesso à Internet custa, em média, o equivalente a 44% da renda mensal dos 20% mais pobres.

Entre as medidas discutidas para reduzir esse custo estão mecanismos de financiamento, cortes tributários direcionados e maior cooperação entre fabricantes de aparelhos e fornecedores de componentes.

U$ 1,2 trilhão até 2030

A reunião também abordou a necessidade de investimentos contínuos na infraestrutura de telecomunicações e de maior aproveitamento comercial do 5G, inclusive por meio de recursos como o fatiamento de redes (network slicing).

Segundo projeções da GSMA, as operadoras deverão investir US$ 1,2 trilhão até 2030 na expansão e modernização de suas redes. Até o fim da década, a tecnologia 5G deverá representar 57% das conexões móveis globais.

"A próxima prioridade é transformar a rápida expansão do 5G em valor significativo, garantindo que mais pessoas possam acessar e se beneficiar da economia digital", afirmou o diretor-geral da GSMA, Vivek Badrinath.

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