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TELETIME News15/10/2026por Henrique Julião

Ericsson cresce no terceiro trimestre, mas recua na América Latina

Ericsson cresce no terceiro trimestre, mas recua na América Latina
Balanço Ericsson cresce no terceiro trimestre, mas recua na América Latina 15/10/26, 12:00   Atualizado em 15/10/26, 12:01
Imagem: Ericsson/Divulgação

A Ericsson apresentou nesta quinta-feira, 15, resultados do terceiro trimestre de 2026 que apontaram um avanço orgânico de 7% nas receitas globais da companhia, para 59,5 bilhões de coroas suecas (US$ 5,9 bilhões). O mercado latino-americano, contudo, foi na contramão dos números

"As vendas cresceram nas áreas de mercado do Nordeste da Ásia, Sudeste da Ásia, Oceania e Índia, e na área de mercado da Europa, Oriente Médio e África. O crescimento foi parcialmente compensado por uma queda [orgânica] de -1% na área de mercado das Américas, refletindo vendas menores na América Latina", detalhou a Ericsson.

No caso da divisão de redes (a maior área dentro da fornecedora), o recuo na América Latina estaria "refletindo principalmente o timing da implementação de serviços" por clientes locais.

Globalmente, além da demanda sólida em mercados estratégicos, a Ericsson destacou conquistas de clientes no terceiro trimestre e implantações em modernização de redes, conectividade diferenciada e redes de missão crítica.

Áreas

As vendas da divisão de redes da Ericsson aumentaram 9% globalmente, atingindo 38,7 bilhões de coroas suecas. Na unidade de Cloud Software e Serviços, houve alta de 3% (15,8 bilhões de coroas). Já as vendas da Enterprise apresentaram queda de 10%, para 4,6 bilhões de coroas suecas, refletindo efeitos do desinvestimento da iconectiv.

No terceiro trimestre, o lucro líquido da fornecedora caiu 49%, para 5,8 bilhões de coroas suecas (cerca de US$ 580 milhões).

Precaução

"Olhando para o futuro, o mercado de redes de acesso permanece estável, a incerteza geopolítica continua alta e os custos de componentes representam um obstáculo para a margem bruta no próximo ano", alertou Per Narvinger, presidente e CEO da Ericsson.

"Permaneceremos próximos de nossos clientes, continuaremos a priorizar a liderança tecnológica e tomaremos medidas disciplinadas para fortalecer a competitividade", completou o executivo.

Uma das medidas já anunciada é reestruturação que resultará na criação de uma nova área de mercado da Ásia-Pacífico a partir do início de 2027, combinando as atuais regionais do Nordeste da Ásia e do Sudeste da Ásia, Oceania e Índia.

A divisão será chefiada por Patrick Johansson, atual responsável pela área de mercado da Europa, Oriente Médio e África. A empresa afirma que isso permitirá à Ericsson operar com mais eficiência.

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