Ericsson cresce no terceiro trimestre, mas recua na América Latina

A Ericsson apresentou nesta quinta-feira, 15, resultados do terceiro trimestre de 2026 que apontaram um avanço orgânico de 7% nas receitas globais da companhia, para 59,5 bilhões de coroas suecas (US$ 5,9 bilhões). O mercado latino-americano, contudo, foi na contramão dos números
"As vendas cresceram nas áreas de mercado do Nordeste da Ásia, Sudeste da Ásia, Oceania e Índia, e na área de mercado da Europa, Oriente Médio e África. O crescimento foi parcialmente compensado por uma queda [orgânica] de -1% na área de mercado das Américas, refletindo vendas menores na América Latina", detalhou a Ericsson.
No caso da divisão de redes (a maior área dentro da fornecedora), o recuo na América Latina estaria "refletindo principalmente o timing da implementação de serviços" por clientes locais.
Globalmente, além da demanda sólida em mercados estratégicos, a Ericsson destacou conquistas de clientes no terceiro trimestre e implantações em modernização de redes, conectividade diferenciada e redes de missão crítica.
Áreas
As vendas da divisão de redes da Ericsson aumentaram 9% globalmente, atingindo 38,7 bilhões de coroas suecas. Na unidade de Cloud Software e Serviços, houve alta de 3% (15,8 bilhões de coroas). Já as vendas da Enterprise apresentaram queda de 10%, para 4,6 bilhões de coroas suecas, refletindo efeitos do desinvestimento da iconectiv.
No terceiro trimestre, o lucro líquido da fornecedora caiu 49%, para 5,8 bilhões de coroas suecas (cerca de US$ 580 milhões).
Precaução
"Olhando para o futuro, o mercado de redes de acesso permanece estável, a incerteza geopolítica continua alta e os custos de componentes representam um obstáculo para a margem bruta no próximo ano", alertou Per Narvinger, presidente e CEO da Ericsson.
"Permaneceremos próximos de nossos clientes, continuaremos a priorizar a liderança tecnológica e tomaremos medidas disciplinadas para fortalecer a competitividade", completou o executivo.
Uma das medidas já anunciada é reestruturação que resultará na criação de uma nova área de mercado da Ásia-Pacífico a partir do início de 2027, combinando as atuais regionais do Nordeste da Ásia e do Sudeste da Ásia, Oceania e Índia.
A divisão será chefiada por Patrick Johansson, atual responsável pela área de mercado da Europa, Oriente Médio e África. A empresa afirma que isso permitirá à Ericsson operar com mais eficiência.


