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TeleSíntese15/10/2026por Da Redação

DSA pede à Anatel compartilhamento dos 6 GHz para preservar Wi-Fi

DSA pede à Anatel compartilhamento dos 6 GHz para preservar Wi-Fi
DSA pede à Anatel compartilhamento dos 6 GHz para preservar Wi-Fi

Entidade defende acesso à faixa completa, aponta impactos para provedores e propõe coexistência com redes móveis.

(crédito: Freepik)

A Dynamic Spectrum Alliance (DSA) pediu à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que preserve o acesso do Wi-Fi à totalidade da faixa de 6 GHz, incluindo a possibilidade de compartilhamento da porção superior com sistemas móveis. Em posicionamento encaminhado à reguladora, a entidade argumenta que a redução do espectro destinado ao uso não licenciado pode prejudicar provedores regionais e desestimular investimentos na fabricação de equipamentos no Brasil.

A manifestação contesta o cenário de divisão descrito no documento, no qual os 500 MHz inferiores permaneceriam destinados ao uso não licenciado, enquanto os 700 MHz superiores seriam destinados aos sistemas móveis, identificados pela sigla IMT. A DSA defende que, caso haja demanda efetiva por serviços móveis nessa faixa, a agência estabeleça condições técnicas e regulatórias para a coexistência dos dois usos.

“A continuidade do uso não licenciado da porção superior da faixa de 6 GHz poderia ser mantida para proporcionar segurança regulatória e previsibilidade aos usuários e investidores do ecossistema Wi‑Fi”, afirma a entidade.

Impactos sobre provedores e fibra

Um dos argumentos apresentados pela DSA é a relação entre a disponibilidade de espectro para Wi-Fi e o aproveitamento das redes de fibra óptica. Segundo a organização, provedores regionais utilizam tecnologias como Wi-Fi 6E e Wi-Fi 7 para distribuir, dentro dos ambientes dos clientes, a capacidade entregue pela infraestrutura fixa.

A entidade sustenta que a limitação da faixa pode criar gargalos nessa etapa da conexão. “Sem a faixa integral de 6 GHz, o investimento massivo dos ISPs em redes de fibra perde eficiência na ponta final”, diz o posicionamento.

A DSA também associa a manutenção do acesso ao espectro à previsibilidade necessária para provedores de pequeno e médio porte adquirirem equipamentos e planejarem suas operações.

Para sustentar sua posição, a aliança cita uma atualização de avaliação econômica encomendada pela própria entidade. Segundo os números apresentados, a destinação integral dos 1.200 MHz ao uso não licenciado proporcionaria valor econômico acumulado de US$ 689,18 bilhões entre 2024 e 2034.

No cenário de divisão entre 500 MHz para uso não licenciado e 700 MHz para sistemas móveis, a estimativa seria de US$ 447,15 bilhões no mesmo período. O posicionamento não detalha a metodologia utilizada para calcular esses valores.

Apoio ao Wi-Fi de maior potência

A DSA também manifesta apoio às consultas públicas nº 41/2026 e nº 42/2026, descritas no documento como voltadas, respectivamente, aos requisitos para equipamentos Wi-Fi de potência padrão e aos sistemas de Coordenação Automatizada de Frequências (AFC) no segmento de 5.925 MHz a 6.425 MHz.

Segundo a entidade, a combinação dessas tecnologias permitiria ampliar a cobertura Wi-Fi em ambientes internos e externos, com aplicações em praças, pequenos comércios e atividades agropecuárias. A coordenação automatizada gerencia canais e níveis de potência com base na localização dos equipamentos para proteger serviços licenciados que já utilizam a faixa.

Para a porção superior dos 6 GHz, a aliança pede que a Anatel avalie a coexistência em canais adjacentes antes de estabelecer limites definitivos entre usos licenciados e não licenciados. A DSA alerta que uma eventual necessidade de faixa de guarda poderia retirar capacidade adicional do espectro remanescente para Wi-Fi. (Com assessoria de imprensa)

Tags# DSA (Dynamic Spectrum Alliance)
RegulaçãoDSA (Dynamic Spectrum Alliance)

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