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TELETIME News13/10/2026por Redação

DSA defende acesso integral da faixa de 6 GHz para redes Wi-Fi

DSA defende acesso integral da faixa de 6 GHz para redes Wi-Fi
Espectro DSA defende acesso integral da faixa de 6 GHz para redes Wi-Fi 13/10/26, 17:39   Atualizado em 13/10/26, 17:39
Wi-Fi em 6 GHz
(crédito: Freepik)

A Dynamic Spectrum Alliance (DSA), organização que atua pelo uso eficiente do espectro radioelétrico, defendeu a destinação integral da faixa de 6 GHz ao Wi-Fi em comunicado encaminhado à Anatel nesta terça-feira 13.

Segundo a entidade, a divisão da faixa – no modelo em que o uso não licenciado fica com um bloco de 500 MHz na parte inferior e a telefonia móvel, com os 700 MHz superiores – prejudica os provedores de serviços de Internet (ISPs), uma vez que o Wi-Fi é um "complemente indispensável" às redes de fibra.

"A continuidade do uso não licenciado da porção superior da faixa de 6 GHz poderia ser mantida para proporcionar segurança regulatória e previsibilidade aos usuários e investidores do ecossistema Wi-Fi", diz a entidade. "Sem a faixa integral de 6 GHz, o investimento massivo dos ISPs em redes de fibra perde eficiência na ponta final", complementa.

Nesse sentido, a DSA afirma que "caso exista uma demanda efetiva" por serviços móveis na faixa de 6 GHz, a Anatel poderia considerar mecanismos de acesso compartilhado, de modo a permitir a coexistência entre Wi-Fi e rede celular sob condições técnicas e regulatórias específicas.

Porção reduzida

A proporção reduzida do 6 GHz, diz a DSA, também impede a entrega de velocidades de gigabit a usuários residenciais e corporativos.

A organização ainda ressalta que o Wi-Fi 7 e o futuro Wi-Fi 8 "dependem das capacidades proporcionadas pela totalidade da faixa de 6 GHz", o que poderia reforçar aplicações como transmissão de vídeo em tempo real, telemedicina, infraestrutura de cidades inteligentes e automação industrial.

Além disso, a organização indica que qualquer eventual introdução de serviço de telefonia móvel na parte superior dos 6 GHz deve levar em consideração a coexistência em canais adjacentes com o ecossistema Wi-Fi já implantado.

De acordo com a DSA, os equipamentos Wi-Fi atualmente em operação nessa faixa não foram projetados para funcionar imediatamente ao lado de redes móveis de alta potência.

Contudo, a entidade aponta que caso seja necessário estabelecer uma fronteira entre serviços licenciados e não licenciados na faixa, isso pode exigir uma faixa de guarda retirada justamente da porção destinada ao Wi-Fi.

Impacto econômico

No posicionamento, a DSA afirma, com base na atualização de um estudo próprio, que a manutenção da integralidade da faixa de 6 GHz para o uso não licenciado gera um valor econômico acumulado de US$ 689,18 bilhões (aproximadamente R$ 3,45 trilhões) no período de 2024 a 2034 à economia brasileira.

No cenário com a divisão da faixa entre Wi-Fi e telefonia móvel, o benefício estimado cai para US$ 447,15 bilhões (R$ 2,24 trilhões) no mesmo período.

"A manutenção de toda a faixa de 6 GHz para uso não licenciado preserva a competitividade e a sustentabilidade das centenas de ISPs regionais brasileiros, que são os verdadeiros motores da inclusão digital no Brasil. Instamos a Anatel a proteger o ecossistema Wi-Fi e a capacidade de investimento desses prestadores de serviço", pontua a DSA.

A entidade, por fim, manifestou apoio às consultas públicas sobre certificação de equipamentos Wi-Fi de Potência Padrão e requisitos para sistemas Automatizados de Coordenação de Frequências (AFC).

"A operação em Potência Padrão (SP) com AFC é estratégica para a atuação dos ISPs no interior e em áreas remotas ou periurbanas. Como os provedores regionais são frequentemente os únicos prestadores de serviços de banda larga em municípios menores, o uso de Wi-Fi de maior potência em 6 GHz permitirá que esses operadores ofereçam cobertura externa de alta capacidade (como praças públicas, agronegócio e pequenos comércios) e superem barreiras físicas de edificações com menor custo de infraestrutura", indica a DSA.

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