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TeleSíntese08/10/2026por Paula Coutinho

Demitidos da Oi devem receber parte de salários na próxima semana, diz federação

Demitidos da Oi devem receber parte de salários na próxima semana, diz federação
Demitidos da Oi devem receber parte de salários na próxima semana, diz federação

Pagamento aos trabalhadores da Oi corresponde a 18 dias trabalhados em setembro; verbas rescisórias seguem em discussão na Justiça

Os trabalhadores demitidos da Oi em setembro deverão receber, na próxima semana, os salários correspondentes a 18 dias trabalhados, segundo Luis Antônio, presidente da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Telecomunicações (FITTLIVRE). O pagamento teria sido autorizado, mas ainda não há definição sobre a quitação das verbas rescisórias. A informação foi divulgada após reunião de representantes sindicais com a juíza Simone Chevrand, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, responsável pelo processo de falência da operadora.

Ao Tele.Síntese, nesta quinta-feira, 8, Luis Antônio afirmou que a reunião ocorreu na última quarta-feira, 7, e teve como objetivo discutir a situação dos empregados da Oi e da Serede, além dos efeitos da suspensão de um acordo trabalhista firmado com a massa falida.

“As pessoas que foram demitidas, elas foram demitidas na Oi, no dia 19, então eles trabalharam 18 dias, então está autorizado a receber esses 18 dias”, afirmou o dirigente.

Segundo ele, o pagamento está previsto para a próxima semana. O representante sindical ressaltou, contudo, que as demais indenizações decorrentes das demissões continuam em discussão judicial, sem solução definida.

Federações buscam antecipar pagamento de verbas trabalhistas

Participaram da reunião representantes da FITTLIVRE, da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações e Operadores de Mesas Telefônicas (FENATTEL) e da Federação Interestadual dos Trabalhadores e Pesquisadores em Serviços de Telecomunicações (FITRATELP).

Em nota conjunta, as entidades avaliaram positivamente o encontro com a magistrada e afirmaram que a audiência abriu possibilidades para buscar o pagamento de valores pendentes aos trabalhadores da Oi e da Serede.

Uma das principais preocupações envolve os ex-empregados da Serede, que, segundo as federações, estão sem receber suas verbas rescisórias desde dezembro de 2025.

As entidades informaram que a juíza deverá agendar uma reunião entre os representantes sindicais e o administrador judicial Bruno Resende. O objetivo será discutir alternativas para o pagamento de valores salariais pendentes, incluindo aqueles relacionados às demissões ocorridas em setembro.

O comunicado sindical menciona desligamentos em 18 de setembro. Já Luis Antônio informou, no áudio, que os empregados da Oi foram demitidos no dia 19, após terem trabalhado 18 dias no mês. As informações foram mantidas conforme apresentadas pelas respectivas fontes.

Sindicatos recorrem contra suspensão de acordo

Outro ponto discutido foi a suspensão dos efeitos do acordo de parcelamento de débitos trabalhistas firmado anteriormente com a massa falida da Oi.

As federações manifestaram discordância da decisão e afirmaram que a suspensão prejudica a expectativa de recebimento dos valores negociados.

Segundo o comunicado, a FITTLIVRE já apresentou agravo de instrumento para tentar restabelecer integralmente o acordo. A FENATTEL e a FITRATELP também pretendem apresentar recursos dentro do prazo processual.

As entidades relacionaram a controvérsia à decisão de segunda instância que suspendeu a convolação da recuperação judicial da Oi em falência.

O objetivo dos recursos, segundo os representantes dos trabalhadores, é preservar os termos anteriormente negociados e permitir a continuidade dos pagamentos previstos.

A nota não informa o valor total dos créditos trabalhistas abrangidos pelo acordo suspenso nem apresenta um cronograma atualizado para a quitação das parcelas.

Sindicatos cobram venda de ativos e recuperação da Oi Soluções

Durante a audiência, as federações também discutiram as limitações financeiras enfrentadas pela Oi e as dificuldades para transformar seu patrimônio remanescente em recursos disponíveis.

Segundo o relato das entidades, a juíza explicou que garantias constituídas anteriormente sobre determinados bens restringem as possibilidades de alienação e obtenção imediata de caixa.

Os representantes sindicais, por sua vez, manifestaram preocupação com o estado de conservação e a desvalorização de imóveis da companhia.

As federações defendem a aceleração da venda desses ativos e medidas para preservar as atividades da Oi Soluções, unidade voltada ao mercado corporativo.

Na avaliação das entidades, a Oi Soluções precisa de uma gestão especializada em telecomunicações para evitar a perda de valor das operações.

O comunicado não apresenta uma estimativa financeira dos imóveis citados nem detalha quais ativos poderiam ser vendidos para atender às obrigações trabalhistas.

Responsabilidade da Oi e da V.tal permanece em disputa

As federações também reiteraram a intenção de buscar judicialmente a responsabilização da Oi e da V.tal por débitos trabalhistas relacionados à Serede.

As entidades sustentam que a relação societária entre Oi e Serede, assim como os vínculos contratuais com a V.tal, fundamenta a cobrança das obrigações trabalhistas.

Trata-se, porém, de uma posição defendida pelos sindicatos, cuja procedência depende da análise judicial. A V.tal tem vencido as ações judiciais a esse respeito.

A situação dos trabalhadores permanece vinculada à capacidade de pagamento das empresas envolvidas e às decisões tomadas no processo conduzido pela 7ª Vara Empresarial.

Por enquanto, a informação mais concreta apresentada após a reunião é a previsão de pagamento dos 18 dias trabalhados em setembro aos empregados desligados da Oi. As indenizações e demais verbas rescisórias continuam sem prazo de quitação informado pelas federações.

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