CPQD quer D2D brasileiro com satélite no espaço e Open RAN

O CPQD quer viabilizar a tecnologia de comunicação direta entre satélite e celular (direct-to-device, ou D2D) por meio de um projeto denominado ORAN-NTN, conceito com base em redes abertas (Open RAN) e conectividade satelital.
O projeto conta com apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) até o meio do ano que vem, mas já há sinalização de uma extensão de contrato pelo menos até o fim de 2027.
No momento, o desenvolvimento da solução se encontra na etapa de laboratório. O diferencial da tecnologia, segundo o gerente de Soluções de Conectividade do CPQD, Gustavo Correa, será utilizar interfaces padronizadas pela O-RAN Alliance.
"Isso é uma primeira etapa de um objetivo bem mais ousado, que é pegar esse sistema em termos de hardware, colocar em um nanossatélite, mandar para o espaço e fazer um piloto de cobertura satelital terrestre utilizando a infraestrutura Open RAN que temos hoje", disse Correa, em conversa com jornalistas nesta terça-feira, 3, durante o evento Roadshow Embrapii, na sede do CPQD, em Campinas (SP).
O projeto ainda não tem parceiros da indústria de telecom, mas a expectativa é de atrair as teles assim que a iniciativa entrar em um estágio mais maduro.
De todo modo, segundo Correa, já há conversas em andamento com operadoras móveis, que estariam interessadas em disponibilizar espectro para testes, e empresas de satélite, para viabilizar o lançamento do equipamento ao espaço.
A expectativa é de que, em breve, o centro possa emular uma conexão D2D em seu polo de pesquisa (a área conta com uma licença experimental concedida pela Anatel). Embora planeje avançar com a pesquisa no ano que vem, o gerente do CPQD não garante que o projeto seja concluído em 2027.
"O que estamos tentando alavancar agora é ir para o espaço. Em 2027, tenho esperanças, mas, se for acontecer de lançar ao espaço, seria mais para o fim do ano", sinalizou.


