← Blog
TeleSíntese22/10/2026por Rafael Bucco

Claro prevê integrar Desktop em seis meses e avalia preços no Brasil

Claro prevê integrar Desktop em seis meses e avalia preços no Brasil
Claro prevê integrar Desktop em seis meses e avalia preços no Brasil

Operadora aposta na venda conjunta de fibra e serviços móveis; estratégia de reajustes para 2027 ainda depende da concorrência.

A Claro pretende integrar a Desktop nos próximos seis meses e ampliar a venda conjunta de banda larga e serviços móveis às bases das duas empresas. O plano foi apresentado por Daniel Hajj, CEO da América Móvil, durante a teleconferência de resultados do terceiro trimestre, realizada nesta quarta-feira, 21 de outubro. O executivo também afirmou que a estratégia de preços para 2027 ainda não foi definida e dependerá das condições de concorrência no Brasil.

Segundo Hajj, a Desktop tem aproximadamente 4,8 milhões de domicílios passados por sua rede. Em mais da metade dessa cobertura, a Claro não estava presente com fibra. A aquisição do controle da provedora foi concluída em 1º de outubro.

“Nestes próximos seis meses, queremos integrar a companhia”, afirmou Hajj, em tradução do inglês. A estratégia prevê oferecer produtos da Claro aos assinantes da Desktop e comercializar banda larga nas áreas incorporadas para clientes que já utilizam os serviços móveis da operadora.

Integração e venda de serviços

O executivo destacou as oportunidades comerciais decorrentes da combinação das operações. Além de incorporar a infraestrutura da Desktop, a Claro pretende utilizar sua base móvel para vender fibra onde antes não tinha cobertura dessa tecnologia.

Hajj relacionou essa estratégia ao ambiente competitivo brasileiro, com concorrentes distintos nos mercados de telefonia móvel, banda larga e TV por assinatura. Na banda larga, mencionou a presença dos provedores de fibra e reconheceu que a Claro tem recorrido a mais promoções.

Segundo ele, essas condições promocionais devem ter duração limitada, com a receita correspondente aparecendo posteriormente. A companhia informou, no balanço trimestral, aproximadamente 94 mil adições líquidas de banda larga no Brasil entre julho e setembro.

Retirada de benefícios no pré-pago

Questionado sobre preços e promoções no mercado brasileiro, Hajj explicou que mudanças nos benefícios dos planos podem funcionar como uma forma de elevar o preço efetivo do serviço sem alterar diretamente o valor nominal da recarga.

O executivo citou alternativas como retirada de promoções, redução da validade dos créditos e alteração da quantidade de dados incluída na oferta. Nesse contexto, mencionou a retirada de uma promoção envolvendo WhatsApp no pré-pago.

“Às vezes, é melhor retirar algumas promoções”, afirmou. Hajj ponderou que elevar o valor nominal de uma recarga pode ser mais difícil do que modificar as condições de uso. A teleconferência não detalhou quais ofertas de WhatsApp foram alteradas, nem as datas dessas mudanças.

Preços de 2027 ainda indefinidos

Para o pós-pago, Hajj afirmou que há possibilidade de reajustar preços, mas ressaltou que a companhia ainda não havia discutido sua estratégia para o próximo ano. Embora tenha mencionado inflação e aumento de custos no Brasil, não anunciou reajustes ou calendário para mudanças comerciais.

Segundo o executivo, a decisão dependerá da concorrência. Ele disse perceber alguma estabilização das promoções no mercado móvel, mas evitou antecipar o comportamento das empresas no quarto trimestre, que inclui as ofertas de Natal.

Na banda larga, a avaliação foi de continuidade da pressão promocional. Hajj afirmou que a Claro pretende manter condições competitivas nos diferentes segmentos em que atua, tanto no restante de 2026 quanto em 2027.

Tags# América Móvil# Claro
OperadorasAmérica MóvilClaro

Outras matérias