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TeleSíntese17/10/2026por Rafael Bucco

Vivo pede leilão de 6 GHz após 2030 e três blocos nacionais

Vivo pede leilão de 6 GHz após 2030 e três blocos nacionais
Vivo pede leilão de 6 GHz após 2030 e três blocos nacionais

Operadora propõe pagamentos a partir de 2031 se disputa ocorrer antes; Claro e GSMA também defendem mais lotes nacionais.

A Vivo defendeu que o leilão da faixa de 6 GHz seja realizado após 2030 e que a Anatel amplie de dois para três os blocos nacionais de 200 MHz. As propostas foram apresentadas por Rafael Andrade de Oliveira, representante da Telefônica Brasil, durante audiência pública realizada nesta sexta-feira, 16 de outubro, sobre a Consulta Pública nº 37/2026.

Caso a agência mantenha a disputa antes de 2030, a empresa pede que os pagamentos pelas outorgas e os compromissos de investimento sejam exigíveis somente a partir de 2031. O planejamento apresentado pela equipe da Anatel prevê realizar o certame até 2028, preferencialmente até meados daquele ano, com as primeiras metas vencendo no fim de 2029.

Calendário e investimentos

A Vivo sustenta que a definição do calendário precisa considerar a disponibilidade de equipamentos, a demanda por capacidade e os investimentos já assumidos pelas operadoras.

“Embora a licitação de espectro na faixa de 6 GHz se mostre acertada, sua realização poderia ocorrer após 2030”, afirmou Oliveira.

Segundo a empresa, no horizonte mais próximo, o crescimento do tráfego pode ser atendido pela reorganização das frequências em uso e pela introdução do 5G Advanced. A operadora também argumenta que um novo leilão no curto prazo sobreporia desembolsos às obrigações decorrentes da licitação de 2021.

A Conexis apresentou posição semelhante. A entidade defendeu que a licitação aguarde a maturação do ecossistema tecnológico e comercial e o cumprimento dos compromissos vigentes. Na avaliação da associação, antecipar a aquisição do espectro pode levar a investimentos em equipamentos sujeitos a substituição mais rápida.

Pela Claro, Monique Barros citou a faixa de 26 GHz, licitada em 2021, como exemplo que deve ser considerado. Segundo ela, ainda não há ecossistema e demanda que sustentem o uso daquela frequência.

“Na nossa visão, não podemos ter o mesmo caminho para o 6 gigahertz com uma licitação antes do tempo”, afirmou a representante da Claro, ao questionar a exigência de investimentos antecipados enquanto o setor busca rentabilizar os aportes decorrentes do último edital.

Disputa pelos blocos nacionais

Além do cronograma, a Vivo questionou a oferta de apenas dois blocos nacionais de 200 MHz. A empresa propôs três blocos dessa largura com abrangência nacional, mantendo a oferta regional de 100 MHz.

A Claro também pediu que a Anatel avalie mais lotes nacionais. Na visão da operadora, o desenho apresentado pode concentrar a disputa em alguns lotes e deixar outros sem interessados.

“Poderia ser avaliada uma divisão em mais lotes nacionais, garantindo uma competição em todo o Brasil”, disse Monique.

A GSMA, representada por Larissa Jales, defendeu blocos nacionais contíguos de pelo menos 200 MHz, associados a economias de escala e à evolução para o 6G. A equipe da Anatel explicou que a combinação de lotes nacionais e regionais busca permitir a participação de grandes operadoras e de agentes regionais.

A proposta abrange 700 MHz de espectro, entre 6.425 MHz e 7.125 MHz, divididos em três blocos de 200 MHz e um de 100 MHz, com outorgas de 20 anos.

Na resposta às manifestações, a área técnica afirmou que o horizonte de 2028 decorre do planejamento de disponibilização de espectro da agência e pode ser revisto a partir das contribuições.

Tags# 6 GHz# Vivo
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