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TELETIME News02/10/2026por Danilo Paulo

Visiona busca FNDCT para financiar primeira etapa da constelação Brassat

Visiona busca FNDCT para financiar primeira etapa da constelação Brassat
Congresso Latinoamericano de Satélites Visiona busca FNDCT para financiar primeira etapa da constelação Brassat 30/09/26, 20:30   Atualizado em 30/09/26, 22:40
CEO da Visiona, João Paulo Campos. Imagem: Jackson Sarmanho/Teletime

A Visiona (joint-venture brasileira entre a Embraer e a Telebras) pretende buscar recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) para financiar a primeira etapa da futura constelação de satélites Brassat. Trata-se de um projeto de infraestrutura espacial nacional voltado à observação da Terra e à comunicação de dados.

CEO da companhia, João Paulo Campos disse nesta quarta-feira, 30, que a estratégia prevê usar os recursos para o desenvolvimento tecnológico e o lançamento de uma constelação-piloto. O plano foi detalhado durante o Congresso Latino Americano de Satélites, no Rio de Janeiro. 

Segundo Campos, o risco tecnológico ainda dificulta a atração de outros parceiros para o Brassat. "A primeira etapa do projeto teria que vir do Fundo Nacional de Desenvolvimento de Ciência e Tecnologia", afirmou. Depois dessa fase, a intenção é recorrer também a fundos ambientais.

"Estamos falando de um projeto que pode gerar R$ 200 bilhões por ano de riqueza para o nosso País, considerando efeitos diretos e indiretos associados ao uso de tecnologias espaciais", afirmou.

Constelação Brassat

A Brassat é uma proposta de infraestrutura espacial de uso dual, civil e militar, baseada em pequenos satélites. Na configuração apresentada pela Visiona, o sistema teria 44 satélites distribuídos em três constelações:

  • 24 para comunicações e coleta de dados, com aplicações de IoT;
  • 16 para monitoramento sistemático, capazes de produzir uma cobertura completa do País a cada cinco dias com resolução de 2,5 metros;
  • e quatro voltados ao monitoramento de áreas específicas em alta resolução.

O projeto já aparece em discussões do Comitê Gestor do CT-Espacial do FNDCT como uma proposta estratégica para ampliar capacidades nacionais em sensoriamento remoto e comunicações.

Potencial

"A Brassat precisa ser uma constelação de Estado", disse Campos. Segundo ele, a intenção é oferecer os dados a preços baixos ou, quando possível, gratuitamente.

Na fase operacional, a companhia estima que os recursos atualmente gastos pelo governo na contratação de serviços espaciais no exterior poderiam ajudar a financiar a operação e a reposição dos satélites.

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