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TELETIME News02/10/2026por Danilo Paulo

Skylo crê em D2D sem cobrança extra como diferencial entre teles

Skylo crê em D2D sem cobrança extra como diferencial entre teles
Congresso Latinoamericano de Satélites Skylo crê em D2D sem cobrança extra como diferencial entre teles 01/10/26, 21:15   Atualizado em 01/10/26, 23:47
Líder global de sucesso do cliente da Skylo, Gregório Silva. Foto: Jackson Sarmanho/Congresso Latinoamericano de Satélites

A  Skylo, operadora de serviços de comunicação direta entre satélites e dispositivos (D2D), aposta na oferta de serviços direct-to-device (D2D) sem custo adicional ao consumidor como uma forma de diferenciação para as operadoras móveis.

A estratégia foi detalhada nesta quinta-feira, 1º, pelo líder global de sucesso do cliente da companhia, Gregório Silva, durante o Congresso Latino-Americano de Satélites, no Rio de Janeiro.

Segundo ele, manter baixo o custo do serviço é essencial para ampliar a adoção da tecnologia. "Se você transforma esse serviço em um luxo, você vai reduzir o público", afirmou. Para o executivo, esse tipo de oferta pode funcionar como uma espécie de "apólice de seguro" para situações em que o cliente fica fora da área atendida pela operadora.     

Nos Estados Unidos, a Skylo já ultrapassou a marca de 20 milhões de dispositivos conectados, com atuação concentrada no mercado de consumo. O modelo inclui serviços como SOS e mensagens em áreas sem cobertura terrestre, usando satélites geostacionários como complemento às redes móveis. Por lá, a gigante Verizon oferece a aplicação de graça para seus clientes de planos selecionados.

"Você consegue oferecer isso de graça como operadora, como no exemplo que temos nos Estados Unidos, em que a operadora se diferencia das outras", disse Silva. Segundo ele, a experiência da companhia indica que o gasto da tele com o serviço pode ser inferior à receita adicional obtida com clientes atraídos pela oferta.  

No Brasil, a Skylo afirma estar "em processo de fechar parcerias com as operadoras". A estratégia é atuar como infraestrutura nos bastidores, mantendo a tele como responsável pela relação com o assinante. "Nosso foco é que a operadora seja dona do assinante, que ela utilize o próprio SIM card e a gente seja a infraestrutura baseada em padrões abertos que roda nos bastidores", afirmou.

A companhia também vê espaço para diferentes níveis de serviço coexistirem. SOS e mensagens fora da cobertura poderiam ser oferecidos gratuitamente ou a baixo custo, enquanto aplicações de maior consumo de dados poderiam depender de outras parcerias e planos pagos.

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