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TELETIME News06/11/2026por Danilo Paulo

SES cresce receita em 13% no terceiro trimestre

SES cresce receita em 13% no terceiro trimestre
Balanço SES cresce receita em 13% no terceiro trimestre 06/11/26, 08:22   Atualizado em 06/11/26, 08:23
Imagem: Reprodução/SES

A operadora de satélites SES registrou receita de 870 milhões de euros no terceiro trimestre de 2026. Foi um crescimento de 13,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O avanço foi impulsionado pela aquisição da Intelsat. Mas, ao considerar os resultados das duas empresas nos dois períodos comparados e eliminar os efeitos cambiais, o avanço foi de 4,2%, segundo balanço divulgado pela companhia na quinta-feira, 5.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou 413 milhões de euros entre julho e setembro, alta de 30,3% na comparação anual. Considerando os ajustes pela aquisição e pelo câmbio, o crescimento foi de 18,6%.

A companhia também registrou lucro líquido de 1 milhão de euros atribuível aos acionistas, revertendo o prejuízo de 62 milhões de euros apurado no terceiro trimestre de 2025.

Divisões

A divisão de redes concentrou a maior parte do faturamento: 556 milhões de euros. Desse total:

  • 234 milhões de euros vieram de serviços de mobilidade;
  • 216 milhões de euros, de contratos com governos e defesa;
  • e 105 milhões de euros, de serviços de dados fixos.

Já a unidade de mídia (que reúne principalmente serviços de distribuição de conteúdo audiovisual) faturou 304 milhões de euros.

Na comparação anual ajustada, a receita de mobilidade cresceu 19,3%, enquanto o segmento de governos e defesa avançou 4,2%. Em contrapartida, os serviços de dados fixos recuaram 12,3%, e a unidade de mídia apresentou queda de 0,1%.

O resultado de mobilidade inclui um impacto positivo de 54 milhões de euros decorrente de renegociações contratuais no setor aéreo. "Embora o segmento de dados fixos continue enfrentando dificuldades, observamos alguma melhora em relação ao segundo trimestre", afirmou o CEO da SES, Adel Al-Saleh.

Efeito Intelsat

A aquisição da Intelsat, concluída em julho de 2025, também teve impacto nos resultados acumulados do grupo. Entre janeiro e setembro, o faturamento alcançou 2,47 bilhões de euros, crescimento de 41,8%.

Entretanto, na comparação que considera a Intelsat integralmente nos dois períodos e neutraliza a variação cambial, houve queda de 2%. O Ebitda ajustado acumulado atingiu 1,14 bilhão de euros, avanço de 35,7% em valores reportados e de 1,4% na comparação ajustada.

Apesar do aumento da receita, a SES acumulou prejuízo líquido de 175 milhões de euros nos nove primeiros meses do ano, ante resultado negativo de 48 milhões de euros no mesmo intervalo de 2025. O prejuízo ajustado foi de 82 milhões de euros, revertendo o lucro de 72 milhões de euros registrado um ano antes.

Segundo a empresa, o desempenho foi pressionado pelo aumento de 285 milhões de euros nas despesas com depreciação e amortização, principalmente em razão da compra da Intelsat. As despesas financeiras líquidas também subiram, passando de 104 milhões para 235 milhões de euros.

Futuro

Para o fechamento de 2026, a SES manteve a previsão de estabilidade na receita e no Ebitda ajustado, considerando os resultados das duas empresas e o câmbio constante.

A operadora também reduziu a estimativa de investimentos de 700 milhões para cerca de 600 milhões de euros, excluindo os gastos com a liberação da banda C nos Estados Unidos.

Já a carteira de contratos alcançou 10 bilhões de euros, incluindo 3,4 bilhões de euros associados ao projeto europeu de satélites IRIS², enquanto o índice de endividamento líquido sobre Ebitda ajustado ficou em 3,7 vezes.

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