Sateliot realiza lançamento de cinco satélites para Internet das Coisas

A operadora de satélites de baixa órbita Sateliot anunciou nesta sexta-feira, 2, o lançamento com sucesso de cinco novos satélites para formar uma rede 5G não terrestre voltada ao mercado de Internet das Coisas (5G NTN IoT).
A missão, batizada como Draconis, ocorreu a partir do lançamento de carga compartilhada Transporter-18, realizado pela SpaceX na última quinta-feira, 1º. O procedimento utilizou um foguete Falcon 9, que decolou de base em Vandenberg, na Califórnia (Estados Unidos).
Segundo a Sateliot, as cinco novas unidades incorporam melhorias tecnológicas em comparação aos quatro satélites lançados em 2024, incluindo carga útil (payload) otimizada, sistema atualizados para armazenamento de dados a bordo e controle de atitude (o que facilita manobras em órbita) e memórias mais resistentes às condições espaciais, particularmente à radiação.
Cada satélite mede 20x10x35 centímetros, pesa 10 kg e tem vida útil operacional de cinco anos. A Alén Space foi responsável pela fabricação dos artefatos, enquanto a Exolaunch cuidou da integração com o veículo de lançamento.
"Validamos a tecnologia e agora estamos aumentando a capacidade e a regularidade do serviço para escalar junto com as operadoras móveis", afirmou Jaume Sanpera, CEO e cofundador da Sateliot, em comunicado.
"Estamos construindo uma infraestrutura de telecomunicações europeia baseada em tecnologia própria, desenvolvida sobre o padrão 3GPP e com ambição global". A empresa teve licença para atuar no Brasil aprovada em 2024.
Oferta no atacado
A proposta da Sateliot é que os satélites funcionem como torres de telecomunicações no espaço, estendendo a cobertura das operadoras móveis por meio de acordos no atacado e possibilitando serviços de Internet das Coisas em áreas fora do alcance das redes terrestres.
A empresa vislumbra constelação de mais de 500 satélites, a partir de sucessivas gerações tecnológicas. Além do mercado de Internet das Coisas massivo, a Sateliot pretende atender futuramente serviços de maior capacidade e de missão crítica, incluindo capacidades D2D (direct-to-device).


