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TELETIME News03/10/2026por Henrique Julião

Revenda de capacidade de satélite estrangeiro pode ser discutida no Brasil

Revenda de capacidade de satélite estrangeiro pode ser discutida no Brasil
Congresso Latinoamericano de Satélites Revenda de capacidade de satélite estrangeiro pode ser discutida no Brasil 02/10/26, 21:31   Atualizado em 02/10/26, 21:31

A revenda no Brasil da capacidade de satélites estrangeiros sem licença no País tem ganhado força na agenda das operadoras locais do segmento. Na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) o debate ainda é embrionário, mas há sinalização favorável da área técnica para que ele possa avançar.

A possibilidade de revenda foi defendida como parte da agenda setorial da cadeia durante o Congresso Latinoamericano de Satélites, evento da Glasberg Comunicações e TELETIME promovido nesta semana no Rio de Janeiro. Além da Abrasat (a associação do setor), o Sindisat (sindicato nacional das empresas satelitais) também mencionou a pauta.

"Falamos muito de LEO [constelações de baixa órbita], de D2D [direct-to-device] e eu acho que a gente precisa fazer uma revisão para justamente adaptar e enquadrar a revenda de capacidade, algo que hoje para a gente é fundamental", comentou Michelle Caldeira, presidente do Sindisat, durante debate no evento.

Márcio Brasil, diretor de assuntos regulatórios da Hispasat, foi na mesma linha. "Na agenda regulatória [da Anatel] a gente defende, entre outros pontos, a possibilidade de revenda de capacidade de satélite, que hoje não é permitida. Há uma restrição para ser representante legal no Brasil de um satélite estrangeiro e utilizar essa capacidade para prestar serviço de telecomunicações. Esse tipo de restrição sendo retirada, facilitaria".

Debate inicial

Segundo Kim Mota, gerente de espectro da Anatel, o tema não passou despercebido no processo de formulação da agenda regulatória da agência para 2027/2028, ainda em curso. Há uma sugestão de que o debate seja ampliado. 

"Ainda vai ser apreciado pelo Conselho Diretor, mas enquanto área técnica, a gente sugeriu o acolhimento desse pleito, para que se estude isso no próximo ciclo", indicou a profissional, no debate ao lado das empresas.

Ao TELETIME, Mota disse que os estudos são um passo inicial para uma possível revisão das regras. Ela também explicou que a revenda de capacidade de satélites não é proibida quando as duas operadoras (a dona do satélite e a revendedora) possuem licenças no Brasil.

O que ainda não é possível é a distribuição no País de capacidade de quem ainda não se situou no País, e por isso as empresas locais questionam se é mesmo necessária a existência de duas autorizações, incluindo para o player estrangeiro.

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