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TeleSíntese06/10/2026por Da Redação

Receita das operadoras cresce, mas investimento recua

Receita das operadoras cresce, mas investimento recua
Receita das operadoras cresce, mas investimento recua

Os aportes no serviço móvel recuaram 4,5%, de R$ 3,33 bilhões para R$ 3,18 bilhões. Na banda larga fixa, o movimento foi inverso: os investimentos cresceram 9%, de R$ 1,22 bilhão para R$ 1,33 bilhão.

Operadoras
(crédito: Freepik)

A receita operacional líquida das concessionárias e das operadoras de telecomunicações não classificadas como prestadoras de pequeno porte alcançou R$ 34,96 bilhões no segundo trimestre de 2026. O valor representa crescimento de 3,1% sobre os R$ 33,91 bilhões apurados um ano antes.

Os investimentos dessas empresas recuaram 2,9%, de R$ 5,57 bilhões para R$ 5,41 bilhões. Os números constam do Panorama Econômico-Financeiro de Telecomunicações, divulgado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) nesta terça-feira, 6.

Serviço móvel amplia receita

O Serviço Móvel Pessoal (SMP) gerou receita de R$ 25,33 bilhões entre abril e junho, alta de 6,3% na comparação anual. O segmento respondeu por 72,5% do total contabilizado pela agência.

A receita da banda larga fixa, classificada como Serviço de Comunicação Multimídia (SCM), permaneceu em R$ 6,82 bilhões.

Os serviços de TV por assinatura e telefonia fixa apresentaram retração. No primeiro caso, a receita caiu 14,2%, de R$ 1,48 bilhão para R$ 1,27 bilhão. No Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC), houve redução de 13%, de R$ 1,77 bilhão para R$ 1,54 bilhão.

A receita média mensal por acesso móvel passou de R$ 32,73 para R$ 34,07. Na banda larga fixa, o indicador diminuiu de R$ 95,61 para R$ 93,39.

Banda larga fixa eleva investimento

Os aportes no serviço móvel recuaram 4,5%, de R$ 3,33 bilhões para R$ 3,18 bilhões. Na banda larga fixa, o movimento foi inverso: os investimentos cresceram 9%, de R$ 1,22 bilhão para R$ 1,33 bilhão.

A TV por assinatura recebeu R$ 810 milhões, ante R$ 840 milhões no segundo trimestre de 2025. Na telefonia fixa, o volume caiu pela metade, de R$ 180 milhões para R$ 90 milhões.

Apesar do crescimento registrado na banda larga fixa, o aumento de R$ 110 milhões no segmento não compensou as reduções apuradas nos demais serviços.

Consumo móvel avança 16,8%

O consumo médio mensal de internet móvel chegou a 6,8 GB por usuário, crescimento de 16,84% em um ano. O proxy do preço médio por gigabyte caiu 13,41%, de R$ 6,19 para R$ 5,36.

Na banda larga fixa, o consumo médio aumentou 4,94%, de 385 GB para 404 GB mensais por acesso. O proxy de preço diminuiu 8%, de R$ 0,25 para R$ 0,23 por gigabyte.

A comparação entre os dois indicadores mostra que o proxy de preço do gigabyte móvel equivale a aproximadamente 23 vezes o calculado para a banda larga fixa. A estimativa relaciona a receita média por usuário ao volume de dados consumido e não corresponde necessariamente aos preços cobrados nos planos comerciais.

O panorama abrange concessionárias e prestadoras que não se enquadram como PPPs. Os valores não incluem os pequenos provedores e, por isso, não representam a totalidade do mercado brasileiro, sobretudo na banda larga fixa.

Tags# Anatel# banda larga fixa# operadoras# smp
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