Preço médio do GB móvel cai 13% em um ano, aponta Anatel

O preço médio do gigabyte (GB) consumido na telefonia móvel caiu 13,4% em um ano no Brasil, segundo o Panorama Econômico-Financeiro de Telecomunicações referente ao segundo trimestre de 2026, divulgado pela Anatel.
O indicador passou de R$ 6,19 por GB no segundo trimestre de 2025 para R$ 5,36 no mesmo período deste ano.
A redução ocorreu ao mesmo tempo em que os usuários passaram a consumir mais dados. O consumo médio no serviço móvel pessoal (SMP) avançou 16,8%, de 5,82 GB para 6,80 GB por usuário na comparação anual.
O movimento também aparece na série histórica apresentada pela Anatel. No segundo trimestre, o consumo médio de 6,8 GB por usuário atingiu o maior patamar mostrado no levantamento, enquanto o preço médio do GB manteve a trajetória de queda observada nos últimos trimestres.
O consumo total de dados móveis chegou a 4,36 bilhões de GB no período do segundo trimestre.
Estados
O maior valor foi registrado no Rio Grande do Sul, de R$ 7,26 por GB, enquanto o menor apareceu no Amazonas, de R$ 3,87. A média nacional ficou em R$ 5,36.
Nessa comparação entre estados, a Anatel utiliza um proxy de preço por GB. O indicador médio é calculado a partir dos dados enviados por empresas do setor.
Para efeito de comparação, em São Paulo o a média ficou em R$ 5,69; no Rio de Janeiro foi de R$ 4,30; e no Distrito Federal foi de R$ 4,11. Os moradores da capital federal também foram os que mais consumiram dados móveis durante o período: 10,57 GB.
Já os maranhenses registraram o menor consumo médio por usuário (4,79 GB).
Receita
O serviço móvel também concentra a maior parcela das receitas do setor consideradas no panorama. A receita operacional líquida (ROL) do SMP alcançou R$ 25,33 bilhões no segundo trimestre, diante de um total de R$ 34,96 bilhões entre os serviços analisados pela agência.
Com isso, a telefonia móvel respondeu por cerca de 72% da receita apresentada no levantamento.
Na sequência aparecem a banda larga fixa (SCM), com R$ 6,82 bilhões em receita, a telefonia fixa (STFC), com R$ 1,54 bilhão, e a TV por assinatura (SeAC), com R$ 1,27 bilhão. Os números fazem parte do panorama da Anatel sobre o desempenho econômico-financeiro das telecomunicações no segundo trimestre de 2026.
A receita média por usuário (ARPU) do serviço móvel ficou em R$ 34,07 no segundo trimestre. Entre as modalidades, a receita média por usuário foi de R$ 50,35 no pós-pago e de R$ 12,27 no pré-pago, segundo o levantamento da Anatel.

