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TELETIME News16/10/2026por Henrique Julião

Operadoras querem padronização do 6G antes do leilão de 6 GHz

Operadoras querem padronização do 6G antes do leilão de 6 GHz
Telefonia Móvel Operadoras querem padronização do 6G antes do leilão de 6 GHz 16/10/26, 16:44   Atualizado em 16/10/26, 16:44

Entidades e empresas do setor móvel presentes em audiência da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) sobre o edital de 6 GHz realizada nesta sexta-feira, 16, voltaram a defender uma postergação no leilão da faixa, atualmente previsto para 2028. Um dos motivos é o fim da padronização do 6G, atualmente em curso.

Na audiência, Jeferson Fued Nacif, diretor de Regulamentação e Políticas Públicas da Conexis Brasil Digital (entidade que representa as teles), notou que o 6 GHz terá papel estratégico na nova geração de redes móveis. Entretanto, as especificações da tecnologia discutidas no Release 21 do 3GPP ainda terão fases decisivas até 2029.

Segundo Nacif, somente após o congelamento dessa especificações técnicas que a indústria de semicondutores e equipamentos poderá avançar com segurança na produção de soluções comerciais do 6G. "Antecipar leilão para antes da maturidade de dispositivos 6G não vai acelerar adoção da tecnologia no Brasil: ao contrário, vai acabar por atrasá-la".

Na audiência pública, Claro e Vivo corroboraram o ponto trazido pela Conexis, citando as faixas de 450 MHz e 26 GHz como exemplos de licitações que não resultaram em oferta de serviços por falta de equipamentos compatíveis. Já a Huawei apontou avanços na maturidade do ecossistema do 6 GHz, inclusive com início da implementação comercial de redes em países da Ásia.

Compromissos

Outro argumento trazido pelas teles é que, pela proposta atual, as metas do leilão de 6 GHz começariam a valer já em 2029, ano no qual as empresas estarão finalizando a execução dos compromissos do leilão 5G de 2021.

Na audiência, houve manifestações contra essa sobreposição. Para Monique Barros, diretora regulatória da Claro, o leilão do 6 GHz em 2028 acabaria "exigindo investimentos antecipados de um setor que ainda luta para rentabilizar os investimentos decorrentes do último edital".

Já Raphael Andrade de Oliveira, gerente sênior na área regulatória da Vivo, defendeu que o leilão poderia acontecer após 2030, com a superação dos compromissos atuais e consolidação do parque de dispositivos. Até lá, as teles conseguiriam dar conta da demanda adicional de dados a partir do refarming de faixas existentes e implementação do 5G-Advanced.

Três pontos para a GSMA

Já Larissa Jales, gerente de políticas públicas e regulatórias da GSMA (entidade global da indústria móvel) indicou três condições técnicas essenciais antes de um leilão do 6 GHz:

  • possibilidade de operação de equipamentos em potência plena, com requisitos técnicos definidos antes do leilão, e não em ato posterior;
  • entrega do espectro limpo, com retirada de equipamentos operando na parte alta da faixa;
  • e prioridade efetiva para sistema móveis (IMT), evitando possibilidade sobre outras tecnologias (como Wi-Fi) acessarem a faixa, inclusive por meio de ambientes experimentais.

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