Operadoras europeias estudam oferta conjunta por espectro de satélite

Adriano Camargo- 19 de outubro de 2026 | 13:09
Telefónica, Vodafone, Orange e Deutsche Telekom avaliam modelo de acesso aberto para D2D, com parceiro satelital ainda a definir.

Deutsche Telekom, Orange, Telefónica e Vodafone assinaram uma carta de intenções para estudar uma oferta conjunta na futura atribuição de espectro para serviços móveis por satélite na Europa. Anunciado nesta segunda-feira, 19 de outubro, o acordo busca viabilizar a conexão direta entre satélites e dispositivos, conhecida como D2D.
O projeto prevê acesso aberto e não discriminatório para que outras operadoras móveis também possam oferecer a conectividade aos seus clientes. A intenção é integrar o serviço às redes existentes e ampliar a cobertura em regiões insuficientemente atendidas. A participação conjunta na disputa pelas frequências ainda depende da avaliação das quatro companhias.
Infraestrutura terrestre na Europa
As empresas planejam instalar infraestrutura de rede terrestre e funções de coordenação e monitoramento em território europeu. A constelação ficará a cargo de um parceiro satelital, que ainda será selecionado. As quatro operadoras não pretendem investir diretamente na construção dessa estrutura espacial.
A divisão de responsabilidades proposta reúne, de um lado, o acesso ao mercado, a base de clientes e a capacidade operacional das companhias de telecomunicações. De outro, o parceiro contribuirá com tecnologia satelital e experiência de implantação. A iniciativa preserva os acordos que as operadoras já mantêm com empresas do setor espacial.
Acesso para outras operadoras
O modelo pretendido pelas signatárias busca estimular a concorrência e reduzir a fragmentação do mercado europeu. A abertura a outras prestadoras faz parte dessa proposta, com o objetivo de ampliar as opções de serviços disponíveis aos consumidores.
Para as quatro companhias, a atuação conjunta poderá acelerar a oferta comercial, favorecer o uso eficiente do espectro e facilitar a integração entre as redes terrestres e satelitais.
Soberania e proteção das comunicações
Além da expansão da cobertura, as operadoras apontam como objetivos reforçar a resiliência das redes públicas, proteger comunicações críticas e apoiar o desenvolvimento de uma constelação europeia.
As empresas associam o projeto à ambição da Comissão Europeia de fortalecer a soberania, a segurança e a resiliência da infraestrutura de conectividade. Nesse desenho, a governança europeia e a instalação das funções de coordenação e monitoramento no continente integram a proposta de cooperação com o futuro parceiro satelital.
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