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TeleSíntese17/10/2026por Da Redação

Marinha prevê piloto de um ano com rede privativa do governo

Marinha prevê piloto de um ano com rede privativa do governo
Marinha prevê piloto de um ano com rede privativa do governo

Testes conduzidos pelo MCom e pela EAF integraram smartphones e rádios P25, com conexões terrestres e via satélite.

A Marinha do Brasil prevê iniciar um projeto-piloto de um ano com a Rede Privativa Móvel de Comunicação do Governo Federal, sem custos para a corporação. A plataforma foi demonstrada nesta semana, no Rio de Janeiro, em testes que incluíram chamadas entre smartphones e rádios, comunicação com uma embarcação em movimento e conexões via satélite. A previsão foi divulgada pelo Ministério das Comunicações (MCom) nesta sexta-feira, 16 de outubro.

Desenvolvida pelo ministério e executada pela Entidade Administradora da Faixa (EAF), a iniciativa reúne serviços de voz, vídeo, mensagens, envio de arquivos e localização de agentes em tempo real. Segundo o MCom, o projeto busca atender às comunicações de missão crítica de órgãos públicos por meio de uma infraestrutura exclusiva. O comunicado não informa a data de início do piloto.

Integração entre smartphones e rádios

A demonstração envolveu a Diretoria de Comunicações e Tecnologia da Informação da Marinha (DCTIM) e instalações do Arsenal da Marinha do Rio de Janeiro, na Ilha das Cobras. A equipe também acompanhou os testes a bordo do Navio-Doca Multipropósito Bahia.

Entre as funcionalidades avaliadas estavam chamadas de voz entre smartphones e rádios do padrão P25. Os testes conectaram a DCTIM, o Navio-Doca Bahia e rádios localizados no Rio de Janeiro e em outros estados, incluindo comunicações durante o deslocamento da embarcação pela Baía de Guanabara.

Também foram avaliadas conexões por redes terrestres e via satélite. De acordo com o ministério, as atividades abrangeram situações de rotina e cenários operacionais de alta complexidade, com equipes em terra e embarcações em movimento.

A infraestrutura tem um datacenter principal em Brasília e um polo de redundância geográfica instalado em área da Marinha, na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro.

Prioridade para comunicações críticas

Segundo o MCom, a rede foi concebida para reduzir a dependência das redes comerciais e integrar órgãos públicos em um mesmo ambiente de comunicação, com aplicações nas Forças Armadas, nas forças de segurança e nos serviços de emergência.

A plataforma dispõe de mecanismos de segurança e recursos de prioridade e preempção, identificados no comunicado pela sigla QPP. Essas funcionalidades permitem priorizar comunicações críticas e reservar capacidade para usuários autorizados, inclusive em situações de congestionamento.

“Estamos trabalhando para que as forças de segurança e os órgãos de emergência tenham condições de se comunicar de forma mais integrada, segura e eficiente, especialmente nas situações em que uma resposta rápida faz toda a diferença”, afirma o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.

O ministério também aponta que a integração de voz, vídeo e dados em um único dispositivo pode reduzir a necessidade de múltiplos equipamentos. O piloto previsto na Marinha deverá avaliar a aplicação prática da plataforma e sua adequação às necessidades de comunicação da instituição. (Com assessoria de imprensa)

Tags# eaf# Marinha
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