Marinha prevê piloto de um ano com rede privativa do governo

Da Redação- 16 de outubro de 2026 | 19:38
Testes conduzidos pelo MCom e pela EAF integraram smartphones e rádios P25, com conexões terrestres e via satélite.

A Marinha do Brasil prevê iniciar um projeto-piloto de um ano com a Rede Privativa Móvel de Comunicação do Governo Federal, sem custos para a corporação. A plataforma foi demonstrada nesta semana, no Rio de Janeiro, em testes que incluíram chamadas entre smartphones e rádios, comunicação com uma embarcação em movimento e conexões via satélite. A previsão foi divulgada pelo Ministério das Comunicações (MCom) nesta sexta-feira, 16 de outubro.
Desenvolvida pelo ministério e executada pela Entidade Administradora da Faixa (EAF), a iniciativa reúne serviços de voz, vídeo, mensagens, envio de arquivos e localização de agentes em tempo real. Segundo o MCom, o projeto busca atender às comunicações de missão crítica de órgãos públicos por meio de uma infraestrutura exclusiva. O comunicado não informa a data de início do piloto.
Integração entre smartphones e rádios
A demonstração envolveu a Diretoria de Comunicações e Tecnologia da Informação da Marinha (DCTIM) e instalações do Arsenal da Marinha do Rio de Janeiro, na Ilha das Cobras. A equipe também acompanhou os testes a bordo do Navio-Doca Multipropósito Bahia.
Entre as funcionalidades avaliadas estavam chamadas de voz entre smartphones e rádios do padrão P25. Os testes conectaram a DCTIM, o Navio-Doca Bahia e rádios localizados no Rio de Janeiro e em outros estados, incluindo comunicações durante o deslocamento da embarcação pela Baía de Guanabara.
Também foram avaliadas conexões por redes terrestres e via satélite. De acordo com o ministério, as atividades abrangeram situações de rotina e cenários operacionais de alta complexidade, com equipes em terra e embarcações em movimento.
A infraestrutura tem um datacenter principal em Brasília e um polo de redundância geográfica instalado em área da Marinha, na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro.
Prioridade para comunicações críticas
Segundo o MCom, a rede foi concebida para reduzir a dependência das redes comerciais e integrar órgãos públicos em um mesmo ambiente de comunicação, com aplicações nas Forças Armadas, nas forças de segurança e nos serviços de emergência.
A plataforma dispõe de mecanismos de segurança e recursos de prioridade e preempção, identificados no comunicado pela sigla QPP. Essas funcionalidades permitem priorizar comunicações críticas e reservar capacidade para usuários autorizados, inclusive em situações de congestionamento.
“Estamos trabalhando para que as forças de segurança e os órgãos de emergência tenham condições de se comunicar de forma mais integrada, segura e eficiente, especialmente nas situações em que uma resposta rápida faz toda a diferença”, afirma o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.
O ministério também aponta que a integração de voz, vídeo e dados em um único dispositivo pode reduzir a necessidade de múltiplos equipamentos. O piloto previsto na Marinha deverá avaliar a aplicação prática da plataforma e sua adequação às necessidades de comunicação da instituição. (Com assessoria de imprensa)
Tags# eaf# Marinha

