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TeleSíntese07/10/2026por Adriano Camargo

Kingston cresce 42% em enterprise no Brasil

Kingston cresce 42% em enterprise no Brasil
Kingston cresce 42% em enterprise no Brasil

País já responde por 58% das vendas da Kingston para servidores na América Latina, segundo números da companhia.

Kingston Paulo e Adriano

O Brasil responde por 58% das vendas da Kingston para servidores na América Latina, segundo dados fornecidos pela companhia. No primeiro semestre de 2026, as vendas da linha enterprise cresceram 42% no país.

A fabricante também projeta encerrar o ano com crescimento superior a 50% nas vendas de memórias e SSDs para servidores, em um cenário de aumento da demanda por infraestrutura de data centers e por componentes associados a aplicações de IA.

Os números foram apresentados na participação da Kingston na primeira edição da Data Center World em São Paulo, realizada entre 6 e 8 de outubro.

Em entrevista ao Tele.Síntese durante o evento, Paulo Vizaco, Country Business Manager da Kingston Brasil e Regional Director de Etail para a América Latina, afirmou que a companhia já atende grandes data centers no país há mais de cinco anos.

“No Brasil, a gente já está nesse mercado de data centers já há alguns anos, não é? Praticamente mais de 5 anos que a gente já atende grandes data centers aqui no Brasil, tanto na questão de memória quanto na questão de armazenamento de SSDs.”

Enterprise ganha peso na operação

Embora seja conhecida no mercado de consumo por produtos como pendrives e cartões de memória, a Kingston mantém uma atuação histórica em infraestrutura e no segmento corporativo.

“O mercado conhece a Kingston obviamente por conta de pendrive ou de cartão de memória, mas o nosso grande foco, nosso grande negócio, falando globalmente, sempre foi infraestrutura, negócios B2B, corporativos.”

Segundo Vizaco, a companhia aumentou o foco no segmento de data centers e passou a desenvolver no Brasil também a frente de memórias embarcadas, área que já existe há mais de dez anos na operação global da empresa.

“Com toda essa crise do segmento, cerca de um ano para trás, a gente acabou dando enfoque ainda maior no segmento de data center, e acabamos também trazendo um segmento que na na Kingston Global já existe há mais de 10 anos, mas que está começando aqui no Brasil, que é o segmento de memória embarcada, Embed.”

A empresa apresentou na Data Center World linhas de SSDs e memória RAM para servidores, além das soluções de memória embarcada.

“A Kingston possui os SSDs para servidores, então nós trouxemos nossa linha para expor aqui. Trouxemos também todas as nossas linhas de memória RAM para servidor. E aproveitando também a participação na feira, trouxemos nossas linhas de memória embarcada também para apresentar essa solução a esse segmento.”

Crescimento deve superar 50% no ano

Além da alta de 42% registrada pela linha enterprise no primeiro semestre, a empresa espera ampliar as vendas de componentes para servidores ao longo de 2026.

“Nós vamos chegar a um aumento de mais de 50% em relação ao ano passado, falando especificamente de memórias e SSDs para servidores.”

O avanço ocorre em meio à elevação dos preços dos componentes. Vizaco relaciona esse movimento ao crescimento da demanda por infraestrutura ligada à IA.

“O mercado brasileiro, diante do cenário de escassez de produtos teve um grande aumento de preços do último ano para cá em todos os componentes, por conta da IA. Mas mesmo assim o mercado tem crescido muito.”

Escassez de componentes segue no radar

A disponibilidade de semicondutores permanece como um dos principais desafios para a companhia e para seus clientes. “Esse é o grande desafio do mercado de semicondutores”, disse o executivo.

Ele ainda afirma que a Kingston vem administrando seus estoques para manter o fornecimento tanto aos canais tradicionais quanto a projetos corporativos.

“Nós sabemos fazer o gerenciamento do nosso estoque para atender todos os clientes e segmentos que a gente tem. Temos um canal muito forte que não deixamos de atender, o canal tradicional está sendo abastecido, e da mesma forma estamos conseguindo atender grandes projetos de servidores, na questão de memórias e de SSDs.”

O executivo reconheceu, no entanto, que a oferta de componentes segue restrita.

“A Kingston segue trabalhando, é um desafio grande obviamente porque a gente não tem produtos disponíveis em larga escala, mas estamos focados principalmente nos projetos que são mais importantes dentro do dos nossos países, para não deixar o nosso cliente sem produtos.”

Além da frente de infraestrutura, a Kingston apresentou durante a Data Center World o Clube Kingston, programa de relacionamento com clientes e parceiros B2B, com conteúdos técnicos, treinamentos e ações de engajamento.

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