Etice vai quadruplicar capacidade do backbone do Cinturão Digital

Adriano Camargo- 13 de outubro de 2026 | 13:52
Segundo Álvaro Maia, gerente de Operações do Cinturão Digital, a atualização é necessária para atender à demanda crescente por processamento, armazenamento e circulação de informações nos órgãos do governo cearense.

A Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice) vai elevar de 100 Gbps para 400 Gbps a capacidade de transmissão do backbone principal do Cinturão Digital do Ceará. A expansão, prevista para ser concluída ainda em 2026, está em processo de licitação e busca preparar a infraestrutura estadual para o aumento do tráfego de dados decorrente da adoção de inteligência artificial nos serviços públicos.
Segundo Álvaro Maia, gerente de Operações do Cinturão Digital, a atualização é necessária para atender à demanda crescente por processamento, armazenamento e circulação de informações nos órgãos do governo cearense.
O Cinturão Digital possui atualmente 5.967 quilômetros de fibra óptica e atende 139 municípios. Até 26 de dezembro, a previsão é alcançar 141 cidades, com a inclusão de Icó e Pedra Branca.
Links de internet chegarão a 100 Gbps
Paralelamente à modernização do backbone, a Etice está aumentando a capacidade de três links de saída para a internet, que passarão dos atuais 10 Gbps para até 100 Gbps.
A infraestrutura também conta com uma conexão de 100 Gbps ao IX.br, sistema que permite a troca direta de tráfego entre redes, reduzindo a necessidade de utilizar caminhos intermediários para acessar outros provedores e serviços conectados ao ponto de troca.
Essa interligação é distinta do backbone, responsável pelo transporte de dados entre os pontos da rede estadual. As atualizações fazem parte da preparação para o crescimento da demanda por conectividade nos órgãos públicos, especialmente com a incorporação de aplicações de inteligência artificial.
Disponibilidade deverá chegar a 99,99% em 2027
Outra meta da Etice é elevar a disponibilidade do backbone dos atuais 99,9% para 99,99% no próximo ano. Para isso, a empresa planeja implantar subanéis e mecanismos de redundância que reduzam os impactos de rompimentos de fibra óptica sobre a continuidade dos serviços.
A Gerência de Operações também trabalha para aumentar a autonomia energética das estações de telecomunicações. De acordo com Maia, as interrupções no fornecimento de eletricidade estão entre as principais causas de indisponibilidade do Cinturão Digital.
A Etice desenvolve ainda uma oferta de redundância para a última milha, trecho que conecta a infraestrutura de transporte ao cliente final. O serviço permitirá contratar uma segunda rota de acesso, utilizando outra fibra óptica ou tecnologias alternativas, como satélite e 5G.
A iniciativa busca oferecer opções de continuidade da conexão em situações de falha no acesso principal, complementando as medidas previstas para aumentar a disponibilidade do backbone.
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