Eleições para o Legislativo alteram interlocutores do setor de telecom

A apuração para as eleições para a Câmara e Senado ainda pode sofrer ajustes em função da totalização em São Paulo (que não estava finalizada ainda no início da manhã) e de algumas possíveis impugnações, mas há mudanças importantes em relação aos nomes que tradicionalmente atuam de maneira próxima ao setor de telecomunicações.
Por enquanto, o deputado Vitor Lippi (PSD/SP), que tem tido papel relevante nos debates relacionados ao Fust e Fistel, não está eleito, mas deve ocupar uma suplência; o mesmo vale para a deputada Luísa Canziani (União/PR), que atua em pautas de IA e normalmente próxima ao setor de telecom, que está como suplente do União no Paraná.
Entre os nomes que não se reelegeram e que tinham atuação próxima ao setor, destaque para o deputado federal e ex-ministro André Figueiredo (PDT/CE); o senador Vanderlan Cardoso (PSD/GO); o senador Esperidião Amin (PP/SC), também próximo ao setor e que relatou o PL dos postes no Senado; e o senador Weverton (PDT/MA). Também deve ficar de fora é o deputado federal Davi Soares (Podemos/SP), que foi um interlocutor em matérias que tratavam de temas do setor e atualmente estava com o PL dos cabos submarinos, ainda que ainda possa haver mudanças na lista final de parlamentares eleitos em São Paulo.
Um nome importante que aparece fora da lista de eleitos, ainda que os votos em São Paulo estejam sendo totalizados, é o de Cezinha da Madureira (PL/SP), protagonista em indicações para a Anatel. Por enquanto, ele aparece como suplente, e se entrar será no limite puxado pela expressiva votação do PL em São Paulo.
Os eleitos
Entre os personagens reeleitos e relevantes à agenda setorial estão o ex-ministro e atual presidente da Frente Parlamentar de Telecomunicações e Serviços Digitais Juscelino Filho (PSDB/MA), que se reelegeu; Aliel Machado (PV/PR), que relata o PL das plataformas digitais; Any Ortiz (PP/RS) e Sylvie Alves (União/GO), que têm atuação relevante na agenda digital e no projeto de lei que proíbe o fair share; o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP/PB), que relata o PL de IA; João Maia (PL/RN), que hoje é um dos poucos parlamentares que propõe matérias de interesse do setor; Jandira Feghali (PCdoB/RJ), com atuação na agenda do streaming; assim como o senador Eduardo Gomes (PL/TO), que lidera pautas como IA, streaming, Fust e cibersegurança no Senado e foi reeleito. E quem volta à Câmara dos Deputados é Perpétua Almeida (PCdoB/AC).
Uma novidade a ser notada é a mudança de casa de parlamentares que estavam na Câmara com pautas ligadas à segurança pública e que chegam com força ao Senado: Guilherme Derrite (PP/SP), Bia Kicis (PL/DF) e Gustavo Gayer (PL/GO), sendo que este foi o autor dos pedidos de auditoria feitos ao TCU sobre a atuação da EAF e da EACE. Carlos Portinho (PL/RJ) também foi eleito senador com discurso centrado na pauta da segurança pública.
Frente parlamentar sem mudanças
Os principais personagens da Frente Parlamentar das Telecomunicações e Serviços Digitais permaneceram. Além do deputado e criador da frente, Juscelino Filho, permanecem os senadores Eduardo Gomes (vice-presidente) e Efraim Filho (tesoureiro). Vitor Lippi era, formalmente, parte da Frente Parlamentar, mas não ocupava nenhum protagonismo.


