Brasil TecPar ajusta compra de ativos da Ligga para R$ 561,7 milhões

Rafael Bucco
- 23 de outubro de 2026 | 16:34
Operação já tem aval de Cade e Anatel, mas conclusão depende de condições, incluindo anuência do MCom para transferência de debêntures.

A Brasil TecPar ajustou para R$ 561,7 milhões o valor do negócio de aquisição da Ligga Serviços em Telecom, sociedade que reúne ativos de banda larga por fibra óptica da Ligga Telecomunicações. A alteração consta de aditivo contratual firmado em 22 de outubro de 2026, conforme fato relevante divulgado pela Brasil Tecnologia e Participações, controladora da compradora. A operação ainda não foi concluída.
O novo valor decorre da atualização do endividamento líquido base do negócio, que passou a R$ 1.120.106.230,00. Segundo a companhia, esse montante é composto majoritariamente pelas debêntures da 5ª emissão da Ligga Telecomunicações. Com a revisão, o valor do negócio foi estabelecido em R$ 561.738.550,00, ainda sujeito aos ajustes previstos no contrato.
O aditivo modifica o acordo divulgado por meio de fato relevante de 20 de fevereiro de 2026. A compradora é a Brasil TecPar Serviços de Telecomunicações, subsidiária integral da Brasil Tecnologia e Participações, e a vendedora é a Ligga Telecomunicações.
Pagamento terá aporte dos acionistas
Pelas condições informadas, R$ 100 milhões do preço serão pagos em até 15 dias úteis, contados da verificação de determinadas condições previstas no aditivo. O comunicado não detalha quais são essas condições nem estabelece uma data de calendário para o desembolso.
O saldo será pago mediante aporte dos acionistas da Brasil Tecnologia e Participações. O fato relevante não apresenta o cronograma desse aporte ou a participação de cada acionista no financiamento do pagamento.
A aquisição abrange 100% das ações da Ligga Serviços em Telecom. Essa sociedade recebeu determinados ativos, direitos e obrigações da Ligga Telecomunicações relativos à prestação de serviços de internet banda larga por fibra óptica para residências, empresas e órgãos públicos.
Conclusão depende de anuência do MCom
A operação já recebeu aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Apesar desses avais, o fechamento permanece condicionado ao cumprimento de exigências previstas para a transação.
Entre as pendências, a companhia destaca a anuência do Ministério das Comunicações para a transferência da 5ª emissão de debêntures incentivadas da Ligga. O documento não informa uma previsão para a obtenção dessa autorização ou para a conclusão da compra.
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