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TELETIME News06/10/2026por Henrique Julião

Retorno de investimento baixo adia consolidação e investimentos na banda larga

Retorno de investimento baixo adia consolidação e investimentos na banda larga
Mercado Retorno de investimento baixo adia consolidação e investimentos na banda larga 06/10/26, 17:01   Atualizado em 06/10/26, 17:01

Para analistas especializados no mercado de telecomunicações, o baixo retorno financeiro de muitos provedores de banda larga tem adiado movimentos de consolidação – algo considerado uma necessidade "gritante" do segmento – e novos investimentos em infraestrutura.

A análise foi feita durante debate realizado nesta terça-feira, 6, durante a Futurecom 2026. Segundo Gustavo Barros, da IT Investimentos, a cadeia de banda larga ainda está lidando com os efeitos de investimentos feitos na pandemia e no pós-pandemia, mas que não conseguiram entregar os retornos esperados.

"Entre os provedores acima de 200 mil ou 300 mil, poucos ainda têm capacidade de alavancagem para investimentos e M&A", afirmou o analista. A situação seria ainda mais crítica em algumas empresas que estariam "vivendo apenas para pagar bancos e serviço de dívida", no cenário vigente de Selic nas alturas.

Valder Nogueira, da área de investment banking do Santander, também apontou que "houve muitos excessos" de provedores nos anos em que a captação de dinheiro estava barata, algo que acabou por "poluir a rentabilidade dos investimentos" nos tempos atuais.

Nogueira reconhece que, pelo lado positivo, uma maior penetração das redes de fibra foi alcançada. Por outro, as necessidades de consolidação teriam se tornado "gritantes", dada a existência de redes demais no mercado brasileiro.

O analista do Santander também observou que existem players na banda larga que fizeram a lição de casa adequadamente, resultando na manutenção de retornos satisfatórios. "Vemos ROI [sigla para retorno sobre investimento] de 25% em alguns conglomerados", afirmou.

Futuro

Para Barros, da IT Investimentos, uma mudança no cenário para os ISPs deve ocorrer apenas a partir de 2029, mesmo com um cenário de eventual mudança de governo. "Não enxergamos nos próximos dois anos nada diferente desse ano, que foi de parcimônia".

Já Ari Lopes, analista da Omdia e moderador do debate, notou que um movimento recente pode representar uma mudança de dinâmica: a aquisição da Desktop pela Claro, no primeiro episódio de uma grande tele adquirindo um dos grandes ISPs.

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