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ConvergenciaDigital15/10/2026por Ana Paula Lobo

Operação bloqueou 143 dispositivos de comunicação em presídios no Rio de Janeiro

Operação bloqueou 143 dispositivos de comunicação em presídios no Rio de Janeiro

Uma ação da Operação Modo Avião realizada na noite desta quarta-feira (14), no Rio de Janeiro, resultou no primeiro bloqueio administrativo de dispositivos de comunicação no âmbito da operação após a publicação do Decreto nº 13.136/2026. Ao todo, foram identificados 143 dispositivos em uso irregular nos presídios do estado, posteriormente bloqueados pela Anatel.

A identificação é realizada por policiais penais federais e estaduais com o uso de equipamentos de inteligência nas unidades prisionais. A tecnologia permite detectar dispositivos conectados à rede móvel e identificar o IMEI, código que individualiza cada equipamento e fundamenta a solicitação de bloqueio. Além de celulares, a medida pode alcançar smartwatches, roteadores e rastreadores com conexão à rede móvel de telefonia.

Com o novo decreto, as autoridades penitenciárias podem solicitar administrativamente o bloqueio dos dispositivos identificados em uso irregular, sem necessidade de apreensão física ou autorização judicial específica. A medida impede o acesso desses equipamentos às redes móveis, mesmo que permaneçam dentro das unidades.

A identificação é feita pelo IMEI, código que individualiza cada equipamento. Além de celulares, o bloqueio pode alcançar dispositivos como smartwatches, roteadores e rastreadores com conexão à rede móvel de telefonia.

Para o secretário nacional de Políticas Penais, André de Albuquerque Garcia, o resultado reforça a importância dos investimentos em inteligência penitenciária.

“O uso dos equipamentos de inteligência foi fundamental para dar agilidade à identificação dos aparelhos e ao encaminhamento dos dados para solicitar o bloqueio, mesmo sem sua apreensão física. Essa integração entre tecnologia e atuação policial fortalece o trabalho dos policiais penais para interromper comunicações utilizadas pelo crime organizado dentro e fora das unidades prisionais”, destacou.

A secretária de Estado de Polícia Penal do Rio de Janeiro, Alessandra Odawara, lembrou que o estado já realizava bloqueios por via judicial e destacou a transição para o procedimento administrativo.

“O Rio de Janeiro já vinha realizando bloqueios por via judicial, em parceria com o Ministério Público e o Tribunal de Justiça do estado. Fomos o primeiro estado a acessar o sistema da Anatel, em um projeto-piloto que se mostrou muito eficaz. Hoje, com a parceria da SENAPPEN e a publicação do decreto, iniciamos os bloqueios administrativos. É um marco histórico e um novo momento para o sistema prisional fluminense e para o Brasil”, afirmou.

Investimentos e operações no Rio de Janeiro

O bloqueio se soma às ações conjuntas que a SENAPPEN e a SEPPEN vêm realizando para fortalecer o controle das unidades. O estado recebeu operações MUTE e Modo Avião, com revistas orientadas por inteligência e emprego de tecnologias para localizar dispositivos e materiais proibidos.

Em balanço divulgado em setembro, as ações da MUTE realizadas desde maio já haviam alcançado 31 unidades prisionais fluminenses, com mobilização de 1.019 policiais penais federais e estaduais, revista de 299 celas e apreensão de 228 celulares.

O Rio de Janeiro já recebeu da SENAPPEN um georradar, três kits de varredura e três drones, por meio da DIPEN, além de quatro scanners corporais, 13 detectores manuais de metal, 13 aparelhos de raios X de 60 × 40 centímetros e 13 pórticos detectores de metal, por meio da DIRPP. Até o fim de 2026, o investimento previsto para o estado totaliza R$ 27,7 milhões, com 153 equipamentos e soluções tecnológicas.

Os recursos apoiam a inspeção, a fiscalização e a produção de inteligência, ampliando a capacidade dos policiais penais de identificar comunicações ilícitas e impedir a circulação de materiais proibidos.

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