NLT integra conectividade satelital da Skylo à oferta de IoT no Brasil


A operadora NLT Telecom passou a oferecer conectividade satelital em sua solução de Internet das Coisas (IoT) no Brasil. A oferta combina redes celulares com a tecnologia de rede não terrestre (NTN) da Skylo, por meio de uma parceria com a floLIVE, segundo anúncio feito pelas empresas nesta terça-feira, 6, durante o Futurecom 2026, em São Paulo.
A conectividade via satélite passa a integrar o NLT One, plataforma da operadora que já reúne recursos como multi-IMSI, single IMSI, eSIM, APIs de integração e ferramentas de gestão.
De acordo com a companhia, o objetivo é permitir que dispositivos utilizem redes celulares quando houver cobertura terrestre e recorram à conexão satelital em regiões onde o sinal seja limitado ou inexistente.
"O objetivo não é substituir uma tecnologia por outra, mas combinar recursos para que a conectividade acompanhe a operação onde ela precisar estar", afirmou o CEO da NLT Telecom, Fabio Ribeiro. Segundo o executivo, a integração busca atender principalmente aplicações que dependem de maior disponibilidade da conexão, inclusive em áreas remotas.
A tecnologia
A infraestrutura utilizada pela NLT combina a atuação da floLIVE em conectividade IoT com a rede NTN da Skylo. A floLIVE informa operar conectividade celular multi-rede no Brasil por meio de dois serviços celulares nacionais, além de uma plataforma para gerenciamento de conexões em diferentes países.
Segundo o cofundador e diretor de negócios da Skylo, Tarun Gupta, a estratégia da companhia é utilizar a NTN como extensão das redes móveis existentes.
"A oportunidade com a NTN não é substituir as redes terrestres, mas estendê-las", afirmou. A empresa diz que sua rede não terrestre está ativa em cinco continentes e licenciada em 41 países.
A oferta é voltada, entre outras aplicações, a projetos de agronegócio, logística, utilities, transporte e operações industriais. De acordo com as empresas, o uso combinado das redes pode ampliar a cobertura de dispositivos instalados em áreas onde a infraestrutura celular terrestre não está disponível.
