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TELETIME News06/10/2026por Henrique Julião

Na Futurecom, autoridades pedem 'Brasil digital' e sequência em políticas de TICs

Na Futurecom, autoridades pedem 'Brasil digital' e sequência em políticas de TICs
Conectividade Na Futurecom, autoridades pedem 'Brasil digital' e sequência em políticas de TICs 06/10/26, 15:34   Atualizado em 06/10/26, 17:02

O primeiro dia da Futurecom 2026, iniciada nesta terça-feira, 6, em São Paulo, reuniu autoridades do Ministério das Comunicações (MCom), da Agência Nacional de Telecomunicações (MCom) e parlamentares em uma defesa por um "Brasil digital" que considere o setor de TICs como aspecto central em políticas públicas.

A continuidade de iniciativas em curso e a aprovação de matérias de interesse da cadeia no Congresso também foram destaques. Recém-eleito para um quarto mandato como deputado federal, Juscelino Filho (PSDB/MG), presidente da Frente Parlamentar Mista de Telecomunicações e Soluções Digitais, enumerou algumas das pautas, como:

"Independentemente do presidente que esteja, nossa frente parlamentar vai estar trabalhando para que ganhos que já tivemos até aqui tenham continuidade", afirmou Juscelino, em referência entre o segundo turno da eleição presidencial. O deputado e ex-chefe do MCom também mencionou interesse em atrair novos parlamentares para o debate setorial de TICs.

MCom defende sustentabilidade

Ministro das Comunicações presente no evento, Frederico de Siqueira Filho foi outro a apontar avanços na agenda setorial. Entre elas, a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec) e a liberação desde 2023 de R$ 3,5 bilhões em recursos do Fust para investimentos em fibra, 4G/5G, educação conectada e, mais recentemente, data centers.

"O Brasil já é o 12º mercado de data centers do mundo e existe uma expectativa de vários bilhões de investimentos nos próximos anos", afirmou Siqueira. Ele ainda lembrou que a pasta está gestando novas políticas para a área de infraestrutura de TICs, incluindo uma para cabos submarinos.

O ministro, sem mencionar o período eleitoral, também fez um alerta sobre a continuidade de políticas públicas.

"Algo que vem desde o ministro Juscelino [titular do MCom entre 2023 e 2025] é uma grande preocupação com a sustentabilidade de projetos. Porque conseguimos recursos, fazemos o capex, mas qual vai ser a sustentabilidade?", questionou Frederico, em painel de debates logo após a abertura da Futurecom.

Em paralelo, o ministro defendeu parcerias entre o Poder Público e a iniciativa privada para a realização de investimentos em inclusão digital. "Só a força do Estado, orientado pela política pública, faz com que a gente consiga chegar nas áreas mais remotas do nosso País".

O papel da Anatel

Pelo lado da Anatel, o conselheiro Edson Holanda destacou iniciativas como a realização do leilão de 700 MHz, em maio, e defendeu o papel de reguladores no ambiente digital.

"Quando política pública, regulação e investimento caminham na mesma direção, quem ganha é o cidadão. Para isso temos ativos que precisam ser preservados: uma agência de Estado, técnica, com corpo qualificado, independência para decidir e um Conselho Diretor plural".

Holanda também defendeu que "plataformas, nuvem, data centers e inteligência artificial exigem reflexão, dados e diálogo" no momento da regulação. "Não precisamos antecipar respostas antes de compreender as perguntas".

Economia

O conceito do Brasil Digital também foi destacado por especialistas. Claudia Viegas, sócia da Ecoa Consultoria Econômica, notou que o setor mobiliza mais de um milhão de empresas, dispersas entre 41 CNAEs (Classificação Nacional de Atividades Econômicas).

"Devemos ter o Brasil Digital e as TICs como o cerne de politicas públicas, pois elas são imperativo para um salto de produtividade", afirmou a economista.

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