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TELETIME News20/10/2026por Eduardo Vasconcelos

Globalstar obtém aprovação para operar constelação de D2D nos EUA

Globalstar obtém aprovação para operar constelação de D2D nos EUA
Satélites Globalstar obtém aprovação para operar constelação de D2D nos EUA 20/10/26, 15:21   Atualizado em 20/10/26, 15:21
Foto: Divulgação/Globalstar

A Globalstar obteve aprovação da Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC, na sigla em inglês) para operar, em todo o território norte-americano, o sistema C-3, a sua terceira geração de satélites de baixa órbita dedicada ao serviço móvel por satélite (MSS).

Em comunicado, a Globalstar ressaltou que os satélites C-3 poderão se comunicar com "centenas de milhões de terminais móveis terrestres" nos Estados Unidos. O sistema tem sido desenvolvido justamente para prover o serviço de conexão direta entre satélite e celular (direct to device, ou D2D).

A decisão da FCC também permite que as antenas das estações terrestres da operadora se comuniquem com os satélites. As infraestruturas ficam no Alasca, Havaí, Nevada, Texas, Flórida e Porto Rico.

Segundo a empresa, o sistema C-3 será composto por 48 satélites em órbita terrestre baixa (LEO), operando a uma altitude de 1.414 quilômetros, além de seis satélites de reserva em órbita. A expectativa é de que os satélites comecem a ser lançados no ano que vem.

Para viabilizar o D2D, a constelação terá suporte de 90 antenas de seis metros instaladas em estações terrestres ao redor do mundo. A conectividade será controlada a partir dos centros de operações da Globalstar em Toulouse, na França, e em Covington, no estado norte-americano da Louisiana.

"Esta aprovação garantirá nossa capacidade de oferecer serviços via satélite de próxima geração que combinam maior capacidade, desempenho aprimorado e mais flexibilidade aos usuários, pelos próximos anos", afirma Paul E. Jacobs, CEO da Globalstar, em comunicado.

A Globalstar, vale lembrar, está em processo de aquisição pela Amazon. Em abril, a big tech anunciou um acordo de US$ 11,5 bilhões para adquirir a operadora. O movimento está alinhado à estratégia da Amazon de integrar serviços D2D a sua constelação de baixa órbita Amazon Leo.

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