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TeleSíntese05/10/2026por Rafael Bucco

Everest Digital vê demanda reprimida por edge no Centro-Oeste

Everest Digital vê demanda reprimida por edge no Centro-Oeste
Everest Digital vê demanda reprimida por edge no Centro-Oeste

Empresa tem estrutura de 2 MW, com possibilidade de chegar a 8 MW, e estuda novas unidades; entrevista vai ao ar hoje, às 19h

A Everest Digital planeja ampliar seu data center edge em Goiânia após alcançar 95% de ocupação em três anos de operação. A unidade tem capacidade de 2 megawatts (MW), com possibilidade de expansão para 8 MW. A empresa também estuda construir outro empreendimento em Goiás e mantém conversas sobre projetos em outros estados, afirma Gleysson Araújo, CEO da empresa, em entrevista à TV Síntese que vai ao ar nesta segunda-feira, 5 de outubro, às 19h.

Segundo Araújo, a ampliação da unidade existente está nos planos da companhia, enquanto a construção de um segundo data center passa por estudos. A escolha por Goiás está ligada tanto à origem do grupo, de capital nacional e com 18 anos de atuação, quanto à demanda de empresas da região por infraestrutura para hospedar seus sistemas.

“E ainda existe demanda reprimida”, afirma. De acordo com o executivo, o mercado inclui empresas do Centro-Oeste que utilizavam instalações no Sudeste e companhias que estão abrindo filiais na região.

O executivo relata que a procura reúne diferentes setores. Além do agronegócio, cita indústrias farmacêuticas, instituições de ensino, empresas de saúde, bancos, fintechs e construção civil. A unidade também atende clientes de Brasília, que utilizam a infraestrutura tanto para suas operações principais quanto para contingência.

Energia condiciona a expansão

Na avaliação de Araújo, a disponibilidade de energia é o principal gargalo para o crescimento do mercado de data centers. A preocupação, afirma, envolve assegurar o fornecimento para a entrada em operação e também para futuras ampliações.

“Eu tenho energia inicial mas eu tenho para expansão?”, questiona. Segundo ele, a ausência dessa garantia pode levar uma empresa a buscar outra região para instalar o empreendimento, mesmo onde existam incentivos tributários.

No caso da Everest, a incerteza inicial sobre o atendimento levou o grupo a investir em duas fazendas fotovoltaicas em Goiás. Araújo informa que a geração própria está próxima de 3 MW e que, posteriormente, a Equatorial garantiu infraestrutura de fornecimento para até 8 MW. A empresa opera no mercado livre de energia.

A conectividade também exigiu articulação durante a implantação. De acordo com ele, a Everest apresentou o projeto a operadoras regionais e nacionais, que prepararam suas redes para atender à instalação. Araújo afirma que as operadoras chegam ao data center com dupla abordagem.

Redata e demanda por equipamentos

Na entrevista, Araújo também discute as expectativas para o Redata. Em sua avaliação, o incentivo à aquisição de equipamentos de tecnologia pode estimular empresas a transferir sistemas mantidos em estruturas próprias para data centers preparados para recebê-los.

Ele destaca que essa demanda inclui computação em nuvem, armazenamento e servidores utilizados nas operações das empresas. Na sua visão, os efeitos do regime podem alcançar instalações regionais e diferentes perfis de processamento.

Araújo relata ainda que a definição das regras do programa tem mobilizado discussões sobre os equipamentos contemplados e os requisitos relacionados à energia. Na entrevista, manifesta a expectativa de que a regulamentação avance em outubro.

Incentivo a instalações regionais

Questionado sobre a possibilidade de associar compromissos de investimento em data centers regionais a leilões de espectro, Araújo defende estímulos à expansão, mas ressalva que precisaria conhecer os detalhes antes de apoiar uma obrigação.

“Eu sou favorável ao estímulo, a obrigação não”, afirma.

Para o executivo, há empresas em diferentes regiões que mantêm estruturas de processamento próprias e podem buscar hospedagem externa quando houver uma instalação próxima que atenda às suas necessidades. Ele aponta a proximidade com os clientes e a redução da latência como fatores considerados nessa escolha.

A entrevista completa com Gleysson Araújo, da Everest Digital, vai ao ar hoje, 5 de outubro, às 19h, na TV Síntese.

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