EllaLink trabalha em expansão submarina no Pará, Maranhão e Caribe
Branded Content- 9 de outubro de 2026 | 10:33
Projeto ligado à Guiana Francesa inclui ramificações para os dois estados; empresa também mira Caribe e outras áreas do Nordeste.
A EllaLink prevê conectar Pará e Maranhão ao seu sistema de tráfego internacional por meio de duas unidades de ramificação em um projeto de cabo submarino ligado à Guiana Francesa. Os planos foram apresentados por Márcio Lino, consultor de infraestrutura e desenvolvimento de negócios da companhia, em entrevista ao Tele.Síntese.
Segundo Lino, o projeto parte de um ramal próximo a Fortaleza e inclui pontos que permitirão a conexão dos dois estados brasileiros. A expectativa da empresa é ampliar as alternativas de conectividade na região e contribuir para a atração de investimentos em infraestrutura digital e data centers.
“Nesse cabo submarino existem duas unidades de ramificação que vão permitir os estados do Pará e do Maranhão se conectarem ao nosso sistema de tráfego internacional”, afirma. O executivo não apresentou datas de entrada em operação dessas conexões na entrevista.
Rota direta para a Europa
A EllaLink opera infraestrutura submarina que conecta Fortaleza a Sines, em Portugal. Lino destaca a ligação direta entre Brasil e Europa como um dos diferenciais do sistema, por reduzir o percurso em comparação com rotas que passam pelo Atlântico Norte.
“Nós temos uma baixa latência em função dessa conexão”, afirma o executivo. Na entrevista, ele cita latência inferior a 60 milissegundos para a ligação.
A companhia atua como operadora neutra de cabos submarinos. De acordo com Lino, sua estratégia inclui desenvolver conexões em áreas que ainda não dispõem dessa infraestrutura.
O executivo explica que os cabos internacionais se integram às redes terrestres, pelas quais a capacidade é distribuída às operadoras regionais e aos usuários. Essa infraestrutura permite acessar serviços, aplicações e conteúdos hospedados fora do país.
A conexão pela Guiana Francesa também é apresentada como uma possibilidade de acesso a outras regiões, incluindo caminhos para os Estados Unidos.
Caribe e novos pontos no Nordeste
Além dos projetos brasileiros, Lino apresenta o Caribbean Gateway, voltado à conexão de ilhas do Caribe. Segundo ele, trata-se de uma iniciativa de longo prazo para ampliar a presença da EllaLink na América Latina.
A empresa também pretende utilizar outro ramal de seu cabo principal para alcançar novos pontos do litoral brasileiro. Recife, em Pernambuco, e Salvador, na Bahia, estão entre as possibilidades mencionadas.
Lino observa que a infraestrutura submarina brasileira se concentra em Fortaleza, Rio de Janeiro e São Paulo. A proposta da companhia é oferecer alternativas de conexão internacional em outras localidades.
“Hoje, o sistema de cabos submarinos do Brasil está muito concentrado em Fortaleza, Rio de Janeiro e São Paulo”, afirma.
Controlada pelo fundo europeu Marguerite, a EllaLink associa sua expansão à oferta de capacidade, disponibilidade e rotas de baixa latência. As conexões adicionais no Brasil e no Caribe fazem parte dessa estratégia, ainda sem cronogramas detalhados apresentados na entrevista.
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