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TELETIME News20/10/2026por Danilo Paulo

Conselho Consultivo da Anatel pode cair de oito para quatro membros em 2027

Conselho Consultivo da Anatel pode cair de oito para quatro membros em 2027
Agência Reguladora Conselho Consultivo da Anatel pode cair de oito para quatro membros em 2027 20/10/26, 19:46   Atualizado em 20/10/26, 19:49
Sede da Anatel em Brasília. Imagem: Danilo Paulo/Teletime

O Conselho Consultivo da Anatel pode ter seu número de integrantes reduzido de oito para quatro em fevereiro de 2027, caso não ocorram novas nomeações. O alerta foi feito nesta terça-feira, 20, pelo presidente do colegiado, Fabrício da Mota Alves, durante reunião realizada na sede do órgão em Brasília.

"Nós estamos hoje com oito membros e a partir de 16 de fevereiro estaremos com quatro membros, se não houver indicação", afirmou Alves. O presidente fez ainda um apelo à Presidência da República para que sejam preenchidas as vagas. O objetivo seria evitar a interrupção dos trabalhos do Conselho Consultivo.

O colegiado, que tem caráter consultivo e representa diferentes segmentos da sociedade nas atividades da Anatel, prevê 12 integrantes, com mandatos de três anos e nomeação por decreto presidencial. Atualmente, quatro cadeiras estão vagas. Em 16 de fevereiro de 2027, terminam os mandatos de Fabrício Alves, Paloma Rocillo, Gil Loja e Natália Morato. "É inadmissível que um conselho de representação social não funcione por uma razão tão elementar", criticou Alves.

A dificuldade de recomposição não é inédita. Em fevereiro deste ano, TELETIME noticiou que atrasos nas nomeações em 2025 haviam comprometido o funcionamento do colegiado. Na ocasião, Alves relatou que novos integrantes só tomaram posse cerca de seis meses após o encerramento dos mandatos anteriores, o que provocou dificuldades para a realização das atividades. Em outras ocasiões o Conselho Consultivo passou mais de um ano sem funcionar pela falta de representantes indicados.

Durante a reunião desta terça-feira, os conselheiros também discutiram possíveis soluções para evitar a interrupção dos trabalhos. Gil Loja, por exemplo, sugeriu permitir que integrantes permaneçam temporariamente no cargo até a posse de seus sucessores. A proposta, contudo, encontrou ressalvas jurídicas. Segundo o conselheiro Tiago Linhares, a medida poderia extrapolar as regras atuais. "O decreto não prevê essa possibilidade", afirmou. O tema não foi deliberado.

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