Brasil concentra 38% do impacto econômico de nuvem e IA na América Latina

O Brasil concentrou 38% do impacto econômico da computação em nuvem e da inteligência artificial (IA) na América Latina em 2025, segundo estudo divulgado pela consultoria Telecom Advisory Services e encomendado pela Amazon Web Services (AWS).
De acordo com o relatório, as duas tecnologias contribuíram com US$ 92 bilhões para a economia brasileira, de um total de US$ 242 bilhões estimados para a região.
A computação em nuvem respondeu por US$ 69 bilhões da contribuição econômica registrada no Brasil, enquanto a inteligência artificial representou US$ 23 bilhões. Com isso, o País liderou o levantamento regional, seguido pelo México, onde as contribuições foram estimadas em US$ 47 bilhões e US$ 15 bilhões, respectivamente.
O estudo considera tanto os gastos com as tecnologias quanto seus efeitos sobre a economia. Os pesquisadores analisaram ganhos relacionados à redução de custos de tecnologia da informação, produtividade e inovação, descritos no documento como "eficiência de custos, produtividade e inovação em TI".
2030
Em escala global, a consultoria projeta que a inteligência artificial contribuirá com US$ 13,26 trilhões para a economia mundial entre 2026 e 2030, superando os US$ 12,71 trilhões estimados para a computação em nuvem no mesmo período.
A projeção representa uma mudança em relação a 2025, quando a contribuição econômica da nuvem foi estimada em US$ 2,09 trilhões, acima dos US$ 1,51 trilhão atribuídos à IA.
De acordo com os pesquisadores, a expectativa considera o chamado "crescimento extraordinário da adoção de IA nos próximos anos".
Efeitos indiretos
Na América Latina, US$ 50 bilhões dos US$ 61 bilhões de contribuição econômica da inteligência artificial em 2025 vieram de efeitos indiretos, o equivalente a aproximadamente 82% do total. Os outros US$ 11 bilhões correspondem aos gastos diretos com a tecnologia, segundo a consultoria.
Os efeitos indiretos incluem ganhos de produtividade, redução de custos e inovação associados à adoção de novos recursos de IA. No cenário global, essa parcela representa 56% da contribuição econômica da tecnologia, enquanto, na computação em nuvem, o percentual é de 34%.
Segundo os autores, a diferença está relacionada ao fato de a nuvem ser uma tecnologia mais madura.

