América Móvil tem lucro de US$ 1,3 bilhão no 3º trimestre, alta de 7%

A América Móvil, controladora da Claro, registrou lucro líquido de 24,3 bilhões de pesos mexicanos (US$ 1,3 bilhão) no terceiro trimestre de 2026. Isso representa um crescimento de 7% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita líquida do grupo somou 250,6 bilhões de pesos mexicanos (US$ 13,44 bilhões), alta de 7,6%, segundo balanço divulgado pela empresa.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) alcançou 102,2 bilhões de pesos mexicanos (US$ 5,48 bilhões), avanço de 8,9% na comparação anual. A margem Ebitda passou de 40,3% para 40,8%. Já a receita de serviços cresceu 7,2%, para 211,4 bilhões de pesos (US$ 11,34 bilhões), enquanto o lucro operacional aumentou 13,9%, chegando a 57,1 bilhões de pesos (US$ 3,06 bilhões).
O resultado foi registrado apesar do aumento de 75% nas despesas financeiras líquidas abrangentes, que chegaram a 22,6 bilhões de pesos (US$ 1,21 bilhão). O grupo contabilizou perdas cambiais de 3,6 bilhões de pesos (US$ 193 milhões), ante ganhos de 6,3 bilhões (US$ 338 milhões) no terceiro trimestre de 2025. Segundo a companhia, essas variações decorreram principalmente de mudanças no valor, em pesos, das dívidas denominadas em moedas estrangeiras.
Brasil
No Brasil, a Claro registrou receita de R$ 13,8 bilhões (US$ 2,74 bilhões) no terceiro trimestre, crescimento de 6,1% na comparação anual. O Ebitda da operação brasileira aumentou 6,6%, para R$ 6,17 bilhões (US$ 1,23 bilhão), com margem de 44,7%. A receita de serviços móveis avançou 7,1%, impulsionada pelo pós-pago, enquanto a receita de serviços fixos cresceu 2,8%.
A operadora adicionou 743 mil clientes pós-pagos no trimestre e registrou 190 mil desconexões no pré-pago, encerrando setembro com 92,8 milhões de acessos móveis, alta de 4% em um ano. Na banda larga fixa, foram adicionados 94 mil acessos, elevando a base para 10,9 milhões. De acordo com o relatório, o avanço do pós-pago reflete a "migração contínua de planos pré-pagos para pós-pagos e a forte demanda por conectividade".
Investimentos e dívida
Nos nove primeiros meses de 2026, os investimentos da América Móvil somaram 75,9 bilhões de pesos mexicanos (US$ 4,07 bilhões). Durante a conferência de resultados desta quarta-feira, 21, o CEO Daniel Hajj indicou que o grupo poderá manter investimentos próximos de US$ 7 bilhões em 2027. "Ainda não concluímos nosso orçamento, mas não há grandes mudanças no capex", afirmou o executivo.
O fluxo de caixa livre acumulado até setembro alcançou 75 bilhões de pesos mexicanos (US$ 4,02 bilhões), crescimento de aproximadamente 41% em relação ao mesmo período de 2025. Segundo a companhia, a geração de caixa permitiu reduzir a dívida líquida em 34,3 bilhões de pesos (US$ 1,84 bilhão), além de destinar 27,5 bilhões de pesos (US$ 1,47 bilhão) aos acionistas por meio de dividendos e recompra de ações.
Ao final do terceiro trimestre, a dívida líquida da América Móvil, excluindo arrendamentores, estava em 400 bilhões de pesos mexicanos (US$ 21,45 bilhões). A relação entre dívida líquida e Ebitda após arrendamentos (Ebitda aL) recuou de 1,52 vez no encerramento de 2025 para 1,21 vez em setembro de 2026.
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